Royal Academy expõe Paula Rego Joana Vasconcelos e Álvaro Siza

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A ‘Exposição de Verão’ da Royal Academy, considerada a maior e mais antiga exposição de arte do mundo, tem este ano três ‘representantes’ portugueses – a pintora Paula Rego, a artista plástica Joana Vasconcelos e o arquiteto Álvaro Siza Vieira

Um tríptico da portuguesa Paula Rego faz parte da ‘Exposição de Verão’ da Royal Academy, instituição britânica da qual a pintora portuguesa é membro sénior desde 2016.
A exposição, inaugurada a 12 de junho, inclui ainda uma escultura têxtil de Joana Vasconcelos e um projeto de Siza Vieira.
A emblemática ‘Exposição de Verão’ reune estar 1.300 obras de dezenas de artistas, em suportes como pintura, escultura, fotografia, vídeo.
Paula Rego marca presença com ‘Human Cargo’, um tríptico de 2007-2008 em lápis conté e aguada sobre papel. Este trabalho marcou o regresso da artista ao desenho em grande escala, onde produz uma imagem inspirada pelo horror do tráfico humano, segundo uma descrição feita pela Casa das Histórias Paula Rego.
À obra da pintora portuguesa junta-se a ‘Royal Valkyrie’, uma escultura têxtil de Joana Vasconcelos, que estará em destaque ao cimo da escadaria da entrada, graças a um convite do programador da exposição, Grayson Perry.
“Ele claramente gosta do trabalho dela”, afirmou o negociante de arte Michael Hue-Williams, que contou à agência Lusa ter sido ele a apresentar a portuguesa ao artista britânico.
“É difícil de chamar a atenção na exposição, mas Grayson mudou o estilo e a obra da Joana (Vasconcelos) representa uma novidade em termos de destaque dado a uma escultura. É a única coisa que se vê quando se sobre as escadas. É impressionante”, descreveu.
Na exposição estão também vários projetos de arquitetura, incluindo uma colaboração do ateliê de Hugh Strange com Álvaro Siza Vieira, para uma cobertura em cimento branco de ligação entre dois silos industriais que estão a ser convertidos para um cliente particular.
A ‘Exposição de Verão’ da Royal Academy é a maior e mais antiga exposição de arte do mundo, realizando-se anualmente desde 1769, a apresentar sempre, em simultâneo, trabalhos de artistas conhecidos e de talentos emergentes.
A edição deste ano vai estar aberta atéa 19 de agosto e inclui uma exposição paralela sobre a história do acontecimento, ao longo das suas 250 edições consecutivas, em 249 anos.
Os trabalhos dos artistas portugueses não estão para venda, mas a maioria das obras de arte pode ser adquiridas, revertendo parte das receitas para os alunos de Belas Artes das escolas da Royal Academy.
Os preços variam entre algumas centenas de euros até vários milhões, como é o caso de uma obra do artista urbano Banksy, avaliada em 350 milhões de euros (cerca de 400 milhões de euros).

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