Lourinhã: Um território a explorar

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A Lourinhã enquanto território natural, cultural, científico e histórico, detém nos seus arquivos literários, geológicos e humanos, riquezas que a tornam uma das referências da Região Oeste.

A nível geológico destacam-se os 12km de costa, detidos por escarpas e falésias argilosas, que facilitam a descoberta de achados paleontológicos únicos, como foi o caso de um dos maiores e mais bem conservados ninhos de dinossauros do mundo, e de outras espécies novas para a ciência, que potenciaram a construção e abertura de um dos maiores parques temáticos de dinossauros da Europa. No interior do concelho há que destacar o maciço cársico que caracteriza o Planalto das Cesaredas, que ainda hoje guarda muitos segredos nas suas dezenas de algares, poços, e outras cavidades de reconhecido interesse histórico e científico.
Pedro e Inês, são os atores principais de uma das mais belas histórias de amor do património histórico nacional, e que também teve o seu palco numa das aldeias mais típicas do concelho da Lourinhã – a aldeia do Moledo. Nesta aldeia, Pedro e Inês renasceram através de uma Mostra de Arte Pública patente durante todo o ano nas ruas do Moledo. Outras histórias contam o passado longínquo da Lourinhã, como é o caso da sua carta de Foral que celebra este ano os seus 800 anos. Desde então são muitos os trilhos que colocam a Lourinhã na rede das vilas templárias, mas também nos caminhos de Santiago.
Já no século XIX, a história é feita de resistência contra os invasores franceses, e nesse espectro os lourinhanenses, auxiliados pelas tropas luso-britânicas conseguem impedir o avanço dos soldados comandados por Junot, e assim travar a I invasão francesa em Portugal.
Terra de histórias e lendas, mas também de tradições e feitos, a Lourinhã é um território rico que pretende potenciar todas as suas vertentes, mas principalmente as suas gentes.
Com o intuito de promoção do território, o município da Lourinhã iniciou um trabalho com os municípios do Bombarral, Óbidos, Peniche e Torres Vedras, com o objetivo de elaborar uma candidatura a Geoparque Mundial da UNESCO. Este grupo de municípios, que têm como denominador comum um notável património geológico do jurássico, forma o designado aspirante “Geoparque Oeste”, que pretende nos próximos anos desenvolver um conjunto de atividades sustentadas no que de melhor se faz neste território, tanto a nível geológico como histórico-cultural e científico.
Este é um caminho que se assume como estratégico para um território que deixa de ser municipal para se assumir como intermunicipal, mas principalmente como intergeracional, onde a história, a ciência e as tradições não têm fronteiras, ganhando por isso uma dimensão ímpar.

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