Governo vai poder contratar mais 12 aviões de combate a incêndios

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O Tribunal de Contas concedeu ontem ao Governo o visto para a contratação de mais 12 aviões de combate a incêndios.

“O Tribunal de Contas concedeu hoje, dia 24 de maio, o visto correspondente ao contrato de locação de 12 aviões de combate a incêndios. Estes meios aéreos foram contratados na sequência do concurso público internacional lançado em março de 2018”, informa o Ministério da Administração Interna numa nota à comunicação social.
Em declarações aos jornalistas, o ministro da Administração Interna garantiu que estão assegurados os meios aéreos definidos pelo Governo para combate a incêndios, depois de o Tribunal de Contas ter concedido o visto para a contratação de mais 12 aeronaves.
“Estão contratados 50 meios aéreos, o que tínhamos (Governo) definido como o dispositivo de meios aéreos. É um processo normal, que permite disponibilizar estes que foram objeto da decisão do Tribunal de Contas, parte dos quais integram algo que acontecerá pela primeira vez em Portugal, disse o ministro Eduardo Cabrita.
O ministro falava aos jornalistas à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para o Algarve que decorreu em Portimão, no distrito de Faro.
Segundo Eduardo Cabrita, o número de meios aéreos contratados para este ano “é algo inédito, porque permite ter uma resposta, quer em helicópteros, quer em aviões, ao longo de todo o ano, ou seja, de janeiro a dezembro”.
O governante referiu ainda o dispositivo ultrapassará este ano, e pela primeira vez, na sua fase máxima, “mais de 10 mil elementos”.
“São cerca de mil elementos a mais do que no ano passado”, frisou, recordando que o contingente do GIPS “foi reforçado, estendendo a sua ação a todo o território do continente e da região autónoma da Madeira”.

Mais 1.500 bombeiros profissionais

Eduardo Cabrita adiantou que existem mais de 250 equipas profissionais a nível nacional que cobrem todos os concelhos onde foram identificadas freguesias de risco, assegurando que o Governo “irá mais além até ao final do ano, num projeto em articulação com a Liga dos Bombeiros Portugueses”.
“Teremos até ao final do ano, mais de 1.500 bombeiros com estatuto profissional apoiados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil”, indicou.
As 12 aeronaves cujos contratos foram agora visados pelo Tribunal de Contas são:
– quatro aviões médios anfíbios para operação até dezembro de 2019, que ficarão sediados em Proença a Nova e Viseu;
– dois aviões médios anfíbios para operação nos períodos de maio a outubro de 2018 e de 2019, para Vila Real;
– dois aviões médios anfíbios para operação nos períodos de junho a outubro de 2018 e de 2019, a ficarem sediado em Ponte de Sor;
– dois aviões pesados anfíbios para operação nos períodos de maio a outubro de 2018 e de 2019, para Seia
– dois aviões ligeiros de coordenação para operação de maio a outubro de 2018 e de 2019, a ficarem sediados em Ponte de Sor e em Santa Comba Dão
A estes meios acrescem três aeronaves ligeiras do Estado, sediadas em Loulé, Viseu e Vila Real e dez helicópteros ligeiros locados e já disponíveis nos centros de meios aéreos de Vale de Cambra, Fafe, Macedo de Cavaleiros, Castelo Branco, Lousã, Monchique, Guarda, Baltar, Sardoal e Arcos de Valdevez.
No âmbito do ajuste direto que decorreu após a fase de concurso público internacional, estão também já contratados 28 helicópteros ligeiros e médios, que irão completar o dispositivo.
“Destes meios aéreos, 17 estarão operacionais até ao final de 2018 e durante todo o ano de 2019, o que nunca aconteceu em anos anteriores”, sublinha a nota do Ministério da Administração Interna.

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