Afinal os carros a gasóleo ainda podem sobreviver

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Para si que tem um carro a gasóleo, e que tem ouvido “cobras e lartos” sobre o uso deste combustível, fique a saber que finalmente há esperança de poder transformar um diesel num veículo pouco poluente, segundo uma descoberta da Universidade Inglesa de Loughborough. E afinal a solução era tão fácil.

O fim do gasóleo enquanto combustível automóvel  foi vaticinado em prol do ambiente. Mas, agora, o sistema ACCT pode ser a chave para a continuidade dos carros a gasóleo que deixarão de ser tão poluidores.

Foi desenvolvido e batizado pela britânica Universidade de Loughborough e já recebeu prémios. O sistema Ammonia Creation and Conversion Technology (Tecnologia de Criação e Conversão de Amoníaco, ACCT na sigla original) foi considerado a Tecnologia Inovadora de 2017, nos prémios atribuídos pela revista “The Times Higher Education”, por tratar-se de uma técnica que “fará diferença nas vidas de todos nós”, como foi referido pelo júri.

O ACCT promete reduzir até 98 por cento os NOx,  os gases mais nocivos expelidos pelo sistema de combustão a gasóleo. Para tal, injeta no sistema de escape do veículo, um líquido rico em amoníaco – este processo dá-se numa câmara montada no sistema de escape, com a temperatura sempre controlada, o que significa que é capaz de funcionar mesmo a baixas temperaturas. E por que razão é tão importante? É que os conversores catalíticos atuais, que fazem um trabalho semelhante no sentido de anular os gases mais nocivos, são conhecidos por apresentar um desempenho mau a temperaturas mais baixas, altura em que deixam escapar uma percentagem volumosa de NOx – isto porque exigem calor para funcionar de maneira eficiente. Já o ACCT usa o amoníaco para separar as moléculas presentes nos NOx, deixando apenas nitrogénio e água.

“É raro o dia em que não surja um relatório sobre o aumento da poluição causado por motores a gasóleo, com todos os problemas de saúde que isso implica para as nossas cidades”, disse o painel de jurados da “The Times Higher Education”. “A solução inovadora de Loughborough, produzindo uma tecnologia para praticamente remover o pior, juntamente com planos claros de transferência de tecnologia, impressionou os jurados.”

Para já ainda não há indicação de que venha a ser usada em breve, mas a Universidade de Loughborough adiantou que vários fabricantes de automóveis e fornecedores de componentes têm abordado a equipa sobre a tecnologia e, depois de verificarem os resultados, têm também revelado entusiasmado em usá-la no futuro. Mas, de acordo com o responsável da equipa de desenvolvimento, Graham Hargrave, a Universidade está mais interessada em dialogar com um grande fornecedor do que com um só fabricante, uma vez que isso seria o caminho para democratizar a tecnologia.

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