Os Charcos Temporários Mediterrânicos vão ter um local de divulgação em Odemira

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O município de Odemira vai abrir um centro de interpretação dos Charcos Temporários Mediterrânicos, habitat natural da costa sudeste portuguesa que está ameaçado de desaparecer.

O Centro de Interpretação dos Charcos Temporários Mediterrânicos do Sudoeste Alentejano vai ser inaugurado no dia 21 de maio, junto ao sítio das Pousadas Velhas, em Vila Nova de Milfontes (freguesia do concelho de Odemira).
A iniciativa é do município de Odemira e da Liga para a Proteção da Natureza, e decorre do projeto ‘LIFE Charcos’, que tem por objetivo promover a conservação, informação e sensibilização das comunidades locais e turistas para a importância deste habitat de grande biodiversidade e riqueza ambiental.
Os Charcos Temporários Mediterrânicos que ocorrem na costa sudeste portuguesa são um habitat natural muito ameaçado, devido à sua fragilidade ecológica e ao desconhecimento do seu valor natural.
Com o sentido de contribuir para a sua preservação, foi criado o projeto ‘LIFE+ Conservação de Charcos Temporários na Costa Sudoeste de Portugal’, cujo acrónimo é ‘LIFE Charcos’, aprovado pela Comissão Europeia, e coordenado pela Liga para a Proteção da Natureza.
É desenvolvido em parceria com diversas instituições públicas e privadas, como a Universidade de Évora, a Universidade do Algarve, a Câmara Municipal de Odemira e a Associação de Beneficiários do Mira.
O projeto visa a conservação dos Charcos Temporários Mediterrânicos, habitat “cada vez mais ameaçado devido à sua fragilidade ecológica e desconhecimento do seu valor natural”, alerta a ‘LIFE Charcos’ no seu sítio na internet. A intensificação da agricultura industrializada, está entre os principais e mais recentes fatores de declínio deste habitat.
A flora e fauna dos Charcos Temporários Mediterrânicos “são muito específicas e adaptadas à alternância de condições extremas, de encharcamento ou secura, de acordo com a altura do ano, pois os charcos temporários são zonas húmidas em que a permanência da água depende da precipitação anual e das condições hidrogeológicas locais”, explica ainda uma nota divulgada pela autarquia de Odemira.
São um habitat essencial para a reprodução de anfíbios, e o único habitat de água doce onde se encontram quase todas as espécies de anfíbios da região.

Reduzir o declínio deste habitat

Com o ‘LIFE Charcos’ espera-se alcançar uma redução assinalável da tendência de declínio dos charcos temporários que se tem verificado e que está estimada em 52% nos últimos 10 anos, apenas para o concelho de Odemira, segundo se lê no sítio do projeto na internet.
Entre as atividades realizadas no âmbito do ‘LIFE Charcos’ estão a cartografia georreferenciada dos charcos e da biodiversidade associada, o estabelecimento de normas de gestão para a manutenção do estado de conservação dos charcos, a demonstração de técnicas de restauro ecológico deste habitat e a recuperação de um charco para fins didáticos e visitação.
No dia 27 de maio, a partir das 10h, vai ser dinamizado um Dia Aberto à População em Odemira. Os interessados em participar nesta iniciativa devem contactar a organização através do e-mail ambiente@cm-odemira.pt

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