ALENQUER: Terra do Espírito Santo – da Páscoa ao Pentecostes

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Domingo de Páscoa marcou como é tradição, o inicio das Festas do Império do Divino Espirito Santo em Alenquer, com a entronização das insígnias, a coroa e a bandeira, na missa solene de Páscoa. As festas vão prolongar-se até domingo de Pentecostes, este ano a 20 de maio, com um vasto programa religioso, cultural e desportivo, envolvendo todas as localidades do concelho com tradições neste culto.

Procurando constantemente a inovação, são de destacar este ano nas celebrações a participação da Irmandade de Angra do Heroísmo da Ilha Terceira nos Açores, e um ciclo de música sacra com curadoria do maestro Daniel Oliveira.
A Igreja do Espirito Santo em Alenquer, recebeu a 7 de abril a conferência inaugural das Festas sob o tema “Espirito Santo, esse não desconhecido”, proferida pelo padre José Machado, seguindo-se o primeiro dos concertos de música sacra, com a actuação do grupo coral “Cantata Viva” e o grupo de música antiga “Ars Eloquentia”, dirigido pelo maestro José Rui Fernandes.

A 8 de Abril, Aldeia Galega da Merceana, foi a primeira localidade do concelho a receber as Festas com missa na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, procissão pelas ruas da aldeia e o tradicional bodo (oferta da sopa do Espirito Santo, pão e vinho) oferecido a todos os participantes. A animação musical esteve a cargo do Trio Lírico Jazz, com as sopranos Vera Quaresma e Lucina Morais, e o piano de João Malha.
Atalaia a 15 de abril, será a próxima localidade a receber as Festas do Espirito Santo, com missa, procissão e bodo, e um Concerto com Alunos da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues.
O ritual prossegue a 22 em Aldeia Gavinha e a 29 de abril em Pereiro de Palhacana, com concertos do Trio “Sacrum Convivium” e do Ensemble São Tomás de Aquino, respetivamente.

Sábado 5 de maio, o átrio do edifício dos Paços do Concelho recebe mais uma edição do Baile do Espírito Santo, recriação dos bailes dos anos 20, e onde os participantes são desafiados a trajar-se à época. No dia seguinte, o Museu João Mário recebe pelas 15h30 mais um “Encontro numa Tarde de Domingo”, com a conferência: “O Culto do Espírito Santo e as metamorfoses da Identidade Portuguesa”, proferida pelo professor José Eduardo Franco.
Nesse mesmo dia, Paúla recebe as Festas do Espirito Santo, com concerto pelo Trio Lírico Jazz, no culminar das celebrações religiosas.
Domingo, 13 de maio, a partir das 10h, procissão da Igreja de Cadafais até ao Carregado, onde haverá missa pelo meio-dia seguindo-se o tradicional bodo, e a partir das 15h concerto com o “Anima Trio”. Nesse mesmo dia, Ota recebe as Festas a partir das 15h30 com missa, procissão e bodo, e atuação do grupo coral “Cantata Viva”.

No fim de semana de 18 a 20 de maio, o átrio dos Paços do Concelho recebe a exposição de fotografia “Olhar do Divino”, e o Salão Nobre será decorado de acordo com a tradição do culto na Ilha Terceira, sob o titulo “Sala do Império do Divino”. A inauguração de ambas as iniciativas está marcada a partir das 17h de dia 18, podendo ser visitada nesse dia entre as 17h e as 23h, dia 19 das 10h às 23h e dia 20 das 10h às 13h.
Ainda a 18 de maio o refeitório dos frades no Convento de São Francisco em Alenquer recebe pelas 19h30 o jantar de encerramento das Festas do Espírito Santo, seguindo-se a partir das 22h a atuação da Bandinha da Alegria na Praça Luís de Camões.
Sábado 19 de maio o Largo do Espirito Santo recebe a partir das 18h um bodo típico terceirense, de Angra do Heroísmo, com animação musical. A partir das 21h30, Festa da Luz, uma das mais marcantes procissões de Alenquer, com as ruas iluminadas com velas desde a Igreja do Espírito Santo até ao Convento de São Francisco, onde haverá missa.
As Festas do Império do Divino Espirito Santo, encerram domingo, 20 de maio, com missa Solene do Espírito Santo no Convento de São Francisco às 15h e a partir das 17h procissão solene do Espírito Santo até à Igreja do Espírito Santo, culminando com o bodo no Largo do Espírito Santo e Avenida dos Bombeiros Voluntários, com animação musical.

A Origem das Festas do Império do Divino Espirito Santo
Foi no tempo da Rainha Santa Isabel, quando esta esteve com residência fixa em Alenquer, que surgiram as primeiras Festas do Espírito Santo (os relatos variam entre 1321 e 1325). Influenciada pelo espírito da comunidade franciscana existente em Alenquer, a Rainha Santa funda as Festas não apenas para prestar culto à terceira pessoa da Santíssima Trindade, mas também para, por meio delas, assistir aos mais pobres.

De Alenquer, o culto e as Festas irradiaram para onde quer que existisse uma comunidade de portugueses, subsistindo ainda hoje em todas as ilhas dos Açores, na Madeira, no Brasil, nos Estados Unidos da América, no Canadá, nas ilhas de São Tomé e Príncipe, e até mesmo no Oriente, como em Margão, na Índia, para além de outros lugares de Portugal Continental, com destaque para o Penedo, em Sintra, ou para as célebres Festas dos Tabuleiros, em Tomar.

Com o passar dos anos, as Festas do Espírito Santo de Alenquer foram decaindo, até que, depois de um período de realização intermitente, aconteceram pela última vez em 1945.
Em 2007, por influência que já vinha de há algum tempo atrás do então Bispo Auxiliar de Lisboa, e actual Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, Alenquer retomou essas seculares festividades em honra do Espírito Santo, com organização do município de Alenquer e apoio das paróquias do concelho.
Porém, não se quis simplesmente recuperar e reconstituir historicamente as Festas do passado. Pretendeu-se captar o sentido de então, para lhe dar uma adequada concretização no presente, fazendo das atuais Festas do Império do Divino Espírito Santo de Alenquer um acontecimento aglutinador, capaz de congregar as mais diversas forças vivas do concelho, celebrando tudo aquilo que se faz em prol do bem comum e da dignificação humana, nas artes ou na cultura, no desporto ou no lazer, sob o lema “O Espírito sopra onde quer!”.

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