Greve: Uma centena de comboios suprimidos a nível nacional e 62% a circular até às oito de manhã

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Uma centena de comboios foram suprimidos a nível nacional segundo a CP, que até às 08:00 cumpriu mais de metade (62%) da circulação prevista, num dia em que os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) estão em greve.

Num ponto de situação até às 08:00, Ana Portela, da CP – Comboios de Portugal, disse que dos 266 comboios previstos no total foram realizados 166, sendo que as linhas com melhor desempenho foram as dos Urbanos de Lisboa (91% circularam) e do Porto (80%).

As linhas mais afetadas foram as de longo curso, com apenas um Alfa Pendular a circular dos seis que estavam programados, e o Regional.

Segundo Ana Portela, dos oito comboios intercidades apenas dois se realizaram, dos nove Inter-regionais apenas três circularam e dos 63 regionais realizaram-se 13.

Ana Portela acrescentou ainda que os comboios urbanos de Coimbra não se estão a fazer e no serviço internacional, o Sud Expresso está a circular.

Em declarações à Lusa, José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), disse que a IP organizou piquetes anti greve com quadros intermédios para assegurar alguns serviços, admitindo que, nalgumas áreas, possa haver mais comboios do que houve na greve do dia 12 de março.

Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) cumprem hoje um dia de greve, sem que haja serviços mínimos para os comboios de passageiros.

A IP queria para hoje serviços mínimos correspondentes a 25% do número de composições habituais de transporte de passageiros, mas o tribunal arbitral entendeu não decretar face à curta duração da greve e por haver transportes alternativos.

Na lista de serviços mínimos estarão apenas, por exemplo, os comboios que se encontrem em marcha à hora do início da greve, os “serviços necessários à movimentação dos ‘comboios socorro’” e “os serviços urgentes relativos ao transporte de mercadorias perigosas e bens perecíveis”.

Entretanto, a Fectrans considerou que o Governo e a administração da Infraestruturas de Portugal (IP) “fugiram” a um acordo, no sábado, aquando da reunião que decorreu no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, com os representantes do Governo, da IP e sindicatos.

Segundo a Fectrans, após várias propostas e contrapropostas de aumentos, ficou acordada uma valorização salarial de “20 euros durante 11 meses e 25 euros no último mês, sendo este valor a integrar a tabela salarial em janeiro próximo, mas pago durante 14 meses”.

Porém, “ao passar ao papel a discussão que estava efetuada, fomos confrontados com uma proposta de redação pouco clara, nomeadamente, não se assumia sem sombra de dúvidas o valor de 25 euros a transitar para a tabela, não se assegurava a garantia de aplicação do futuro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos trabalhadores com vínculos à função pública, por fim, para compensar os trabalhadores da diferença, propuseram que estes passassem a ter mais uma dispensa, mas com perda e renumeração, o que neste ponto se tornou inaceitável”, garantiu a Fectrans.

A IP é a empresa pública que resultou da fusão entre a Rede Ferroviária Nacional – REFER e a EP – Estradas de Portugal.

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