Turismo do Centro defende isenção de portagens em territórios de baixa densidade

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O presidente da Turismo do Centro defendeu hoje a isenção total de pagamento de portagens em territórios de baixa densidade para permitir atrair investimentos, novos modelos de negócios e mão-de-obra qualificada.

“A abolição de portagens é fundamental para atrair pessoas a territórios do interior que enfrentam situações de despovoamento e desertificação”, disse à agência Lusa Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro.
O mesmo responsável considera um erro a introdução, em 2011, de portagens nas autoestradas A23 e A25, antigas vias sem custos para o utilizador (Scut), dizendo que a medida veio agravar os problemas em territórios de baixa densidade, constituindo um obstáculo ao desenvolvimento.
“O sistema de pagamento de portagens é confuso, injusto e dissuasor”, acusa o presidente daquela Entidade Regional, que abrange cem concelhos do Centro do país.
Pedro Machado dá como exemplo o crescimento moderado – 11 por cento – de visitantes espanhóis no Centro, que contrasta com taxas muito mais altas de crescimento de turistas oriundos de outros mercados.
“O Centro não dispõe de um aeroporto, como acontece noutras regiões. Na prática, a estrutura rodoviária funciona como principal via de acesso à região para o mercado espanhol. As unidades hoteleiras, sobretudo em Aveiro e Viseu, dão-nos contas todas as semanas de relatos de turistas, quase sempre espanhóis, frustrados com a confusão do pagamento de portagens nas antigas Scut”, disse Pedro Machado.
Uma vez que “as portagens estão por todo o lado ” (A25, A23, A17, A8, A1), Pedro Machado defende uma isenção para territórios de baixa densidade como Beira Baixa, Serra da Estrela, Médio Tejo, Viseu-Dão-Lafões. “Seria ainda uma discriminação positiva para territórios que, infelizmente, foram terrivelmente afetados pelos incêndios de 2017, que tiveram um preço elevado em termos de vidas humanas e bens”, conclui.

Marcha lenta contra as portagens

A posição de Pedro Machado surge depois de a plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut (sem custos para o utilizador) na A23 e A25 ter aprovado a realização de uma manifestação à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, e duas marchas lentas.
A Plataforma de Entendimento aprovou, por unanimidade e aclamação, uma moção, durante o Fórum Público pela Reposição das SCUT – Sem Custos para o Utilizador, na A23 e na A25, realizado na Covilhã, que inclui, em data a definir, uma manifestação em Lisboa, à porta da residência oficial do primeiro-ministro, António Costa.
Foi ainda decidido realizar duas marchas lentas, uma no dia 6 de abril, na Estrada Nacional-18, entre a Covilhã, Lardosa e Castelo Branco, e outra, em data a definir, entre Vilar Formoso, Celorico da Beira, Guarda, Covilhã, Belmonte, Guarda.
O Governo já avisou, no entanto, “que a abolição das portagens no interior do país não está em cima da mesa”, acrescentando que está a ser estudada a melhor forma para ajudar a mobilidade das empresas.
“A abolição não está em cima da mesa. Está em cima da mesa melhorar condições de circulação das empresas e de fixação das empresas nas regiões do interior”, afirmou, na Covilhã, o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques.

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