Limpeza de terrenos tem de ser feita até março avisa o Governo

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A limpeza de terrenos em redor de casas e povoações devem ser realizadas até março, alertou o ministro da Administração Interna

Eduardo Cabrita apelou à limpeza dos terrenos, uma medida de prevenção para evitar os incêndios florestais.
Em Vila Nova de Poiares, um dos concelhos afetados pelos fogos de 15 e 16 de outubro de 2017, o ministro da Administração Interna fez “um apelo a todos os portugueses”, incluindo autarquias, empresas públicas e privadas e cidadãos em geral, para que esses trabalhos sejam concluídos dentro do prazo.
A aposta na prevenção permite “criar condições para que os incêndios possam ser combatidos adequadamente” no futuro, sublinhou, frisando que se trata de “uma indiscutível prioridade nacional”.
O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas após ter presidido, nos Paços do Concelho, à cerimónia de assinatura de um protocolo para a constituição da equipa de intervenção permanente local, envolvendo o município, a Autoridade Nacional de Proteção Civil e os Bombeiros Voluntários.
“Vamos ter de reforçar a profissionalização”, disse, ao retomar ideias que assumiu no discurso, embora tenha considerado que o voluntariado, com mais de 450 corpos de bombeiros no Continente e nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, “é essencial no sistema de Proteção Civil” em Portugal.
Atualmente, existem 166 EIP no país, mas o Governo pretende criar “pelo menos mais 40 até junho”, referiu.
Os planos para 2020 passam por dotar os 308 municípios portugueses de “uma componente profissional”, mas articulada com as associações humanitárias de bombeiros voluntários.
“Temos de mobilizar todos os portugueses para a prevenção”, reiterou.

Faixas de proteção de 50 e 100 metros

Eduardo Cabrita apelou ao cumprimento da lei por parte dos proprietários, empresas e autarquias, aos quais cabe limpar a vegetação junto às habitações e aos aglomerados populacionais, a fim de criar faixas de proteção contra incêndios de 50 e 100 metros de largura, respetivamente.
Na sequência dos fogos de 2017, que causaram mais de 110 mortos e centenas de feridos, foram criadas “novas condições” para facilitar esses trabalhos às autarquias e demais entidades públicas, “sem concurso e sem visto” prévio do Tribunal de Contas, salientou.
“Esta segurança coletiva é prioridade de todos nós”, sublinhou o ministro da Administração Interna.
No seu discurso, o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, realçou a importância da criação da equipa de intervenção permanente no concelho, após recordar os danos materiais e humanos originados pelos fogos de 2017, sobretudo em outubro.
“Não queremos voltar a viver tal inferno. Temos todos, em conjunto, de trabalhar para garantir as melhores condições possíveis não só em termos de operacionalidade como também em termos de prevenção”, defendeu.

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