Carminho faz digressão internacional a cantar Tom Jobim

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A cantora Carminho inicia na segunda-feira, em Viena, Áustria, uma digressão internacional por dez palcos, que culmina na cidade portuguesa de Guimarães, para apresentar o seu mais recente álbum, composto por canções de Tom Jobim (1927-1994).

Em declarações à agência Lusa, Carminho afirmou que quando começou a cantar Tom Jobim foi movida por uma vontade de “fazer algo diferente” e fora do que tinham sido os seus discos até então, mas não imaginava vir a concretizar uma digressão internacional.

“Nem sabia que ia ter a dimensão de um disco, se seria só um momento, mas de repente o disco ganhou forma, passou a ser o meu quarto disco, fiz quatro concertos no Brasil, e resultou muito bem. Mas não sabia como ia trazer até aqui, numa digressão pela Europa”, disse a intérprete, referindo o conjunto de pessoas que o projeto implica e a necessidade de fazer coincidir agendas.

Carminho, de 6 de novembro a 2 de dezembro, vai atuar em dez palcos, acompanhada pelos músicos Paulo e Daniel Jobim, Jacques Morelenbaum e Paulo Braga. Os concertos em Lisboa, na Altice Arena, no dia 30 de novembro, e em Guimarães, no Pavilhão Multiusos, no dia 2 de dezembro, contam com a participação especial da cantora Marisa Monte.

“Quando pensámos numa digressão pela Europa começámos a conjugar todas as energias, datas e agendas, e em algo que fosse especial, pois não podia perdurar muito tempo”.

“Tivemos de concentrar tudo em dez grandes concertos, que fossem irrepetíveis, e escolhemos salas bonitas e prestigiantes na Europa”, afirmou a cantora.

A digressão, intitulada “Sabiá”, inicia-se em Viena, na Konzerthaus, seguindo para Zurique, na Suíça, onde atua na quarta-feira, na igreja de Neumünster. No dia seguinte, apresenta-se na Filarmónica de Colónia, na Alemanha.

Continuando em território alemão, no dia 11 a intérprete de “Estrada do Sol”, uma das canções de Jobim que gravou, atua em Hamburgo, na Elbphilarmonie, e, no dia seguinte, em Bremen, no Die Glocke.

No dia 13, Carminho sobe ao palco do Le Volcan, na cidade francesa de Havre, seguindo para Paris, onde atua no dia 15, no palco de La Cigale.

No dia 17, é a vez do Barbican Centre, em Londres. Regressa então a Portugal, “por onde a digressão tinha obrigatoriamente de passar”, para as duas datas em Lisboa e Guimarães, 30 de novembro e 2 de dezembro, respetivamente.

“Não tinha como não vir a Portugal”, afirmou. “E como queremos que cada concerto fosse único e irrepetível, escolhemos duas salas com capacidade para albergar muitas pessoas”.

A Altice Arena, em Lisboa, tem capacidade para 20.000 pessoas, e o Multiusos vimaranense tem capacidade para 7.500.

“A ideia é fazer chegar esta música de Tom Jobim aos corações das pessoas”, disse a intérprete, para quem o grande desafio foi dar um cunho pessoal à música “de um dos maiores compositores do mundo”.

“Eu própria questionei a pertinência deste disco e se eu era capaz de trazer algo de novo”, disse Carminho, que realçou a liberdade dada pela banda que a acompanha, e que apontou como “fundamental, no equilíbrio entre a linguagem de Jobim” e sua criatividade.

“Eu tinha de me encontrar nessas canções do Jobim que escolhi”, disse.

O CD “Carminho Canta Tom Jobim” foi editado em dezembro do ano passado e inclui, entre outras, as canções “A Felicidade”, “Sabiá”, “Retrato em Branco e Preto”, “O Que Tinha de Ser”, “Luiza” e “Triste”.

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