Namíbia renovou o Memorando de Entendimento sobre o ensino da língua portuguesa

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Desde a assinatura do documento, em 2011, o projeto da língua portuguesa é visto pelo governo namibiano como um projeto nacional

Em novembro de 2011, a pedido do governo namibiano, foi assinado um Memorando de Entendimento entre Lisboa e Windhoek, que definiu a adoção do português língua estrangeira, como disciplina de opção curricular no sistema de ensino da República da Namíbia.“A partir de janeiro de 2012, o ensino da língua portuguesa passou a ser um projeto nacional, em que todas as escolas, públicas e privadas, têm a oportunidade de incluir no currículo, o ensino de Português Língua Estrangeira como disciplina de opção curricular em regime integrado, do 8º ano ao 12º ano”, explica Angelina Costa.
Quatro anos depois, mantém-se o interesse do Executivo namibiano em oferecer aos seus alunos a possibilidade de aprenderem português como língua estrangeira. Prova de tal, foi a recente prorrogação do Memorando de Entendimento, que definiu a sua manutenção até 2020. Decisão que a Adjunta de Coordenação de Ensino Português na Namíbia considera ser “sem dúvida”, uma prova “do sucesso alcançado nos quatro anos de implementação”.
“Desde a assinatura do Memorando de Entendimento que o projeto da língua portuguesa é visto pelo governo namibiano como um projeto nacional”, destaca, sublinhando que sem a vontade política dos namibianos,” o projeto não poderia ter tido sucesso”. “Ao formamos os professores namibianos como futuros professores de língua portuguesa e ao criarmos este projeto para os alunos namibianos, tornamos a apropriação do projeto por parte do governo namibiano possível”, garante ainda.

Formação de professores e oferta de manuais
No âmbito desta ‘parceria’ estabelecida há cerca de cinco anos, com a assinatura do Memorando de Entendimento, o governo português comprometeu-se a dar apoio financeiro e técnico na implementação da língua portuguesa como disciplina de opção curricular no sistema de ensino daquele país, através da oferta de bolsas de imersão aos futuros professores e da disponibilização de manuais e recursos necessários para o ensino da língua, explica Angelina Costa. Na Namíbia, o National Institute for Educational Development – NIED (Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação, na sigla em português) criou um Comité Curricular de Português, constituído por professores locais de língua portuguesa, professores e leitores da rede EPE e membros do Ministério de Educação namibiano, “para desenvolverem um programa e outros materiais curriculares necessários à adoção do português como língua de opção curricular nas escolas secundárias namibianas”, recorda a Adjunta de Coordenação de Ensino Português naquele país, referindo ainda que a par do NIED, o Camões, I.P. colabora também com a Directorate of National Examinations and Assessment – DNEA (Direção de Exames Nacionais e Avaliação) “na elaboração, revisão e correção dos exames nacionais de língua portuguesa de 10º e 12º anos”.
A recente prorrogação do documento mantém os mesmos princípios que estiveram na génese da sua assinatura.
Angelina Costa explica que o governo português continuará a dar apoio financeiro e técnico na implementação do português, mantendo a formação contínua de professores namibianos, a oferta de aos futuros professores e a entrega de manuais e outros recursos para o ensino da língua. Da parte do Ministério da Educação namibiano, mantém-se o compromisso de contratar os futuros professores namibianos de português e de dinamizar o Comité Curricular de Português para desenvolverem as ferramentas necessárias à adoção do português como língua de opção curricular nas escolas secundárias namibianas.

Ana Grácio Pinto

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