Paladin marca global de origem portuguesa a levar os temperos de Portugal aos mercados mundiais

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PALADIN é a única marca portuguesa de temperos que fez frente às grandes multinacionais em Portugal e no mundo. A empresa Mendes Gonçalves, dona da marca Paladin, sediada na Golegã e em que o seu administrador Carlos Gonçalves um jovem, que com apenas 16 anos, e hoje com 48 anos de idade decide o lugar do seu futuro e começa a acompanhar o pai na empresa. Na Mendes Gonçalves e Filhos, LDA. o percurso fez-se, desde 1982, de uma forma original, com um produto nada óbvio: vinagre de figo feito a partir do fruto cultivado pelos produtores locais.

Hoje a marca Paladin – marca de temperos portugueses – extravasou do coração do Ribatejo e da “pátria da arte equestre” Carlos Gonçalves, que ama a sua terra e se assume como um ribatejano de alma e coração, contribui juntamente com 250 colaboradores/funcionários, na sua maioria na faixa etária dos 35 anos, que a marca que depois de inundar toda a grande distribuição em Portugal, há muito que tenha levantado “voo” e tenha crescido 65% ao ano no mercado internacional, ambicionando quintuplicar as vendas, numa estratégia de internacionalização fortíssima, em que o conceito central passa por não ser uma mera empresa exportadora, mas sim uma marca internacional representativa dos sabores Paladin em todo o mundo e uma marca relevante para os consumidores de cada país onde estão presentes.
Mantendo a Mendes Gonçalves desde o tempo da gestão paterna, como ponto de honra, o compromisso com a Golegã e com a sua gente, ancorando na região uma das fábricas mais modernas da Europa, que cresce com novos investimentos, e uma nova unidade logística a PALADIN depois de se tornar uma das marcas mais procuradas pelas principais Marcas de Distribuição, e ser selecionada como fornecedora certificada por algumas das maiores marcas do Mundo, investe em Angola e coloca em funcionamento em Viana, uma fábrica de produção e vinagre nesta primeira fase; descentralizando a produção e colocando-a mais perto dos mercados alvos, sem jamais abrandar o investimento na unidade mãe.
Carlos Gonçalves recebe-nos numa altura em que a Golegã é o centro de atenções mundiais dos compradores de cavalos a Feira do Cavalo- Feira de S. Martinho e o CEO da Mendes Gonçalves que se desloca de bicicleta entre as duas unidades (de produção e logística) no topo norte da vila da Golegã, nas instalações da empresa, fala-nos da PALADIN.
Carlos Gonçalves que gosta de ampliar os horizontes do orgulho de ser português ao criar e desenvolver produtos e marcas próprias de qualidade e com criatividade, não hesitando correr riscos em prol das suas metas: fazer de Paladin, Creative e Peninsular referências em qualquer parte do mundo, nas quais os portugueses se revejam, foi o objetivo conseguido e com sucesso!

MP- Hoje a Mendes Gonçalves é a marca PALADIN. A marca ajudou a alavancar as vendas da sua empresa…
CG- A marca Paladin foi criada há três anos e ajudou muitíssimo. A Mendes Gonçalves SA criou a marca, sendo uma empresa que começou comigo e com o meu pai há 32 anos, aqui na Golegã onde nascemos.

MP- E aqui da Golegã hoje saem temperos para o mundo!
CG –A Paladin com a esta politica de internacionalização está em 23 países, embora venda para outros. Para 2016 iremos entrar na Nigéria, Senegal. Acrescento que a Paladin apostou em ser uma marca internacional representativa dos nossos sabores e temperos em todo o mundo. Optámos por avançar pelo Norte de África e Médio Oriente em que com sucesso estamos em Marrocos, Líbia, Jordánia, Argélia, Arábia Saudita onde temos projectos bem como Israel e Kuwait. Na nossa estratégia de internacionalização adpatamos as fórmulas dos nossos temperos ao gosto dos consumidores de cada mercado e estamos sempre a criar novos produtos

MP- Novos produtos e novos consumidores não é verdade?
CG- Somos Temperos de Portugal, temos maioneses, molhos; Ketchups, vinagretes ou seja só em Portugal a PALADIN tem 54 produtos e a empresa faz 1300 referências de produtos, dado que os produtos são exponenciados em cada país. Adaptamos sempre os produtos PALADIN ao mercado e, grande fatia do nosso investimento é para a Investigação e Desenvolvimento que tem dotado a empresa de Know-how e tecnologia que coloca a PALADIN a nível do melhor que se faz no mundo! Daí o universo da PALADIN que deixou de ser só Portugal ou os mercados da saudade na exportação, para um universo acima dos 150 milhões de consumidores, muito maior que os 10 milhões de portugueses e os cinco milhões emigrados. Falando dos produtos que mandamos para o mundo a imagem da PALADIN é a única coisa que mantemos, já que os produtos e os ingredientes e rótulos são feitos de acordo com a legislação dos países e, como estamos muito nos mercados árabes, os nossos produtos são todos HALAL. A nível de paladares, dou por exemplo a Argélia onde temos uma gama de vinagretes enorme, dado ser um país francófono que não tempera de maneira semelhante a nós e uma gama diferente para Marrocos onde tendencialmente se diria que tem estes dois povos têm os mesmos hábitos alimentares. Demoramos sempre um ano a entrar em cada novo mercado. A marca em Portugal cresceu para o dobro e nos mercados internacionais tem registado um forte crescimento.

MP- Não querendo perguntar o volume de negócios, os 250 funcionários dá-nos uma ideia…
CG- Em Portugal o volume de negócios ronda os 26-27 milhões de euros e a exportação representa 25% e, aqui refiro que na exportação tivemos uma baixa de 10% dado que abrimos uma fábrica em Angola em Viana (30 km de Luanda) e o que lá se produz para esse mercado já não conta para nós como exportação. Angola era o nosso principal mercado, o mais antigo, que melhor conhecíamos e começamos a produzir como foi a nossa génese aqui na Golegã; a produzir vinagres! Trata-se de um investimento em contra ciclo, dado a situação actual de Angola, mas está em linha com o facto de prepararmos o futuro a médio-longo prazo e como acreditamos no futuro de Angola avançamos. Há quem olhe para Angola apenas como alternativa à quebra da produção ou consumo a nível nacional, que não foi o que se passou com a PALADIN, mas para nós Angola é um investimento de longo prazo e a partir dali desenvolveremos novos mercados e conquistaremos novos consumidores. Falando a nível do emprego nesta região e no país; a nível de emprego fomos a 6ª PME a nível nacional que mais empregou e que mais cresceu em termos de novos empregos. Temos mais de 20 técnicos especializados e, nunca tivemos dificuldade em ter bons funcionários; registo com agrado que temos alguns quadros superiores da empresa que optaram por deixar Lisboa e vir trabalhar para a PALADIN e vir viver para Golegã.

MP- Novos produtos são um dos segredos do sucesso. A inovação é uma constante não é verdade?
CG- Sim é um facto e tem sido um dos sucessos da PALADIN. Registo que com o Ketchup à portuguesa na feira de Anuga ganhámos o prémio de um dos 15 produtos mais inovadores do mundo, com um sabor português, o Ketchup um dos produtos mais massificados, ganhar o prémio com um sabor português e chamando-o “ Ketchup à Portuguesa”. Foi o único produto português!

MP- E não houve medo de internacionalmente o chamar de “Ketchup à portuguesa”?
CG- Claro que não, temos muito orgulho de ser portugueses e ribatejanos e da Golegã! Daí não haver medo. Gostamos muito de ganhar prémios e a PALADIN tem ganho muitos, mas este para nós tem um sabor acrescido é ser um genuíno SABOR PORTUGUES, feito com o melhor tomate do mundo criado nas lezírias do Ribatejo. Portugal tem produtos e produtores com muito boa qualidade e não há que ter medo de dizer que somos portugueses quando estamos nos mercados internacionais. Se por um lado a originalidade abre novas oportunidades, por outro implica batalhas acrescidas: são os consumidores, nacionais e internacionais que provam que a PALADIN tem sabido definir e conquistar cada etapa do seu percurso. Esta empresa fortalece o seu ADN empreendedor, ousado e empenhado em fazer a diferença, com uma estratégia de escala global. 
Dá trabalho conseguir os frutos, mas a Mendes Gonçalves SA com as suas marcas faz do impossível o seu chão e, dos desafios mais audaciosos os seus próximos passos. Estamos sempre à procura de algo diferente, de algo inovador, seja no produto, seja na embalagem, seja na junção de sabores e aromas. E na linha da inovação e tendo conta, que em cada uma das nossas casas, há pelo menos um produto produzido na Golegã as novas criações da PALADIN valorizam matérias-primas tradicionalmente utilizadas na gastronomia portuguesa.
A marca PALADIN, assenta na valorização das matérias-primas portuguesas, na qualidade e na inovação. Quer em Portugal, quer nos países para onde a PALADIN se está a internacionalizar, uma vez que o nosso objetivo é tornar a PALADIN uma marca global de origem portuguesa e levar os temperos de Portugal a novos mercados, a partir da nossa terra que é a Golegã”. 
ANTÓNIO FREITAS

 

 

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