“Acho que se ficarmos todos unidos vamos conseguir combater este medo e continuar a viver”

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Margarida de Santos Sousa ajudou a salvar várias vítimas dos atentados de Paris, acolhendo e escondendo, no prédio onde é porteira, várias pessoas, algumas gravemente feridas, que escapavam do atentado terrorista na sala de espetáculos Le Bataclan.

Há mais de 30 anos em França, acredita que a comunidade portuguesa deve manter-se unida para “vencer o medo” que se instalou na cidade.

“Acho que se ficarmos todos unidos vamos conseguir combater este medo e continuar a viver”, refere.

Uma semana após os atentados, a portuguesa conta que as pessoas em Paris, incluindo os portugueses, ainda têm receio de sair à rua, mas sublinha a necessidade de “continuarem a viver as suas vidas e a trabalhar”.

“Espero que as pessoas sejam, daqui para a frente, mais solidárias. Quando virem qualquer coisa que ajudem, porque precisamos uns dos outros. Que tenhamos o máximo cuidado e talvez consigamos vencer esta base de guerra que começou e tentarmos combater este medo”, afirmou em declarações à Lusa.

Refira-se que Margarida Sousa, natural de Penafiel, foi homenageada na quinta-feira pela autarquia desta cidade que aprovou um voto de louvor pelos atos da conterrânea.

O presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino Sousa, assinalou que a autarquia distinguiu esta cidadã “pelo seu altruísmo e pela coragem de proteger várias pessoas que fugiam à morte naquela trágica noite.”

A emigrante de 57 anos, natural da freguesia de Galegos, disse, a partir de Paris, ter ficado surpreendida com o gesto da autarquia da sua terra-natal, frisando que os seus atos na noite dos atentados ocorreram porque quis ajudar as pessoas e nada tiveram a ver com o interesse de sair nas notícias.

“Eu não fiz nada para ser elogiada ou para passar na televisão”, comentou, recusando o epíteto de “heroína”.

“Fi-lo porque sou humana. A partir do momento que vi todo o perigo junto ao nosso prédio, tivemos mesmo de seguir para a frente, manter o sangue frio e tentar ficar calma e ajudar as pessoas que estavam a precisar de auxílio” sublinhou.

“Eu abri o meu coração, porque as pessoas precisavam de auxílio” desabafando “só peço a Deus que isto não aconteça mais, mas se voltasse a acontecer eu faria da mesma maneira”.

Recorde-se que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou no sábado, em comunicado, os atentados de 13 de novembro na capital francesa. Entre os 130 mortos, foram identificadas duas vítimas portuguesas.

Os ataques, perpetrados por pelo menos oito terroristas, sete dos quais morreram, ocorreram em vários locais de Paris, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções da casa e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

Entretanto, numa operação policial no bairro de Saint Denis, a norte de Paris, as autoridades abateram quarta-feira o alegado “cérebro” dos ataques, Abdelhamid Abaaoud.

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