“Profunda dor e consternação” pela tragédia que “jamais será esquecida”

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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escreveu uma carta à família do português morto nos ataques de sexta-feira em Paris, expressando “profunda dor e consternação” pela tragédia que “jamais será esquecida”.

“Quero, neste momento de profunda dor e consternação, apresentar em meu nome pessoal, do meu Governo e do povo português, as mais sinceras condolências pelo trágico falecimento do senhor Manuel Colaço Dias, vítima de um dos hediondos ataques terroristas, ontem [sexta-feira] perpetrados na capital francesa”, escreve Passos Coelho, em missiva divulgada pelo seu gabinete.

Todo o povo português partilha com a família enlutada “o pesar e o luto que o momento exige, numa solidariedade assente nos mais elementares valores da dignidade humana”, afiança o primeiro-ministro.

E prossegue: “Os nossos pensamentos e a nossa solidariedade estão hoje com a vossa família e com a grande comunidade portuguesa residente em França profundamente afetada por esta tragédia que todos repudiamos e que jamais será esquecida”.

Já o presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa, concelho de onde era natural um dos dois portugueses mortos nos atentados em Paris, considerou como um “momento muito triste” a perda deste “filho da terra”.

“Tive conhecimento dos atentados pela comunicação social e, depois, fiquei a saber que um dos portugueses que morreu era natural de Corte do Pinto (Mértola)”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.

Jorge Rosa aludia a Manuel Colaço Dias, de 63 anos, que foi uma das duas vítimas mortais portuguesas (a outra foi uma mulher luso-descendente), resultantes dos atentados ocorridos na capital francesa, na sexta-feira à noite, confirmadas pelo Governo.

“Para nós, é um momento muito triste, é uma hora triste e não quero deixar de expressar os meus sentimentos a toda a família e amigos, assim como às restantes famílias que tiveram vítimas nestes atentados”, disse o autarca.

Lembrando que Mértola é um concelho alentejano, no distrito de Beja, que “muito contribuiu para a emigração, desde há 40, 50 ou 60 anos”, o presidente da câmara insistiu que “é, sem dúvida alguma, um momento triste” perder “um filho da terra”.

“Perder assim uma pessoa originária da terra, que teve necessidade de sair do país para governar a sua vida”, tendo emigrado “há 40 anos” para França, é triste, sublinhou.

O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico reivindicou, em comunicado, os atentados em Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, de entre os quais os dois portugueses, e 352 feridos, 99 em estado grave.

Oito terroristas, sete deles suicidas, que usaram cintos com explosivos para levar a cabo os atentados, morreram, segundo fontes policiais francesas.

Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes da cidade, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções de França e da Alemanha.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como “ataques terroristas sem precedentes no país”.

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