Ruínas de Conímbriga entre as mais belas do mundo

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As ruínas de Conímbriga estão entre as mais belas do mundo. A afirmação é do jornal britânico ‘The Guardian”, que incluiu aquele sítio entre as dez “maravilhas arqueológicas” internacionais que ainda são pouco exploradas e apresentou Conímbriga como “a mais bem preservada” cidade romana em Portugal.

 A publicação britânica elegeu recentemente dez “maravilhas arqueológicas” internacionais ainda pouco exploradas e que podem ser percorridas sem a companhia de multidões.
“Esta é uma das maiores povoações romanas em Portugal – mais ou menos a meio do caminho entre Lisboa e Porto, perto da vila de Condeixa-a-Nova”, escreve Fiona Richards, fundadora da revista de viagens ‘Timeless Travels’.

Um povoado florescente
“Era uma cidade próspera na época romana e, embora não seja a maior cidade romana em Portugal, é a mais bem preservada”, escreve a jornalista, explicando que apenas uma pequena parte daquela estação arqueológica foi até agora escavada.
“Há (ruinas de) banhos, casas luxuosas, um anfiteatro, um fórum, lojas, jardins com fontes ainda a funcionar e muros da cidade para explorar, com muitos mosaicos maravilhosos ainda ‘in situ’ (originais)”, realça a cronista.
Fiona Richards destaca ainda que aquele sítio arqueológico alberga na área central, a Casa de Cantaber, “uma das maiores casas descobertas no império romano ocidental”, que foi construída “em torno de piscinas ornamentais em jardins com colunatas soberbas e que tinha o seu próprio complexo de banhos e sistema de aquecimento”.
A cronista lembra ainda que a estação arqueológica inclui “um bom museu, um café e um local para piqueniques”, e recomenda aos turistas que “tenham algumas moedas à mão para pôr as fontes a funcionar” durante a sua passagem por Conímbriga. Da lista divulgada pelo ‘The Guardian’ fazem parte ainda sítios arqueológicos do Peru, Cambodja, China, Jordânia, Itália, Índia, Irão, Turquia e Croácia.
As evidências arqueológicas resgatadas até agora, revelam que Conimbriga foi habitada, pelo menos, entre o século IX a.C. e os séculos VII-VIII, da nossa era.
Quando os romanos ali chegaram, na segunda metade do século I a.C., Conimbriga era um povoado florescente.
“Graças à paz estabelecida na Lusitânia operou-se uma rápida romanização da população indígena e Conimbriga tornou-se uma próspera cidade”, pode ler-se na página da estação arqueológica na internet.
Conimbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras no seguimento da profunda crise política e administrativa do Império Romano e entre 465 e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, levando a que aos poucos fosse abandonada.
Conimbriga é monumento nacional desde 1910.
Criado em 1962, o Museu de Conimbriga é exclusivamente dedicado ao sítio arqueológico onde está inserido. Tem uma coleção diversificada e materializa a evolução histórica do lugar, entre finais do segundo milénio antes de Cristo e o século VI da era cristã.
Os objetos expostos foram encontrados durante as escavações que, com grandes interrupções, se realizaram desde 1898 e, distribuídos por trinta e um temas distintos, ilustram a vitalidade desta cidade.

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