Programa criado por portugueses permite acompanhar a viagem da sonda Rosetta ao cometa 67P

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Lançada há 10 anos, a missão espacial Rosetta foi o primeiro veículo espacial, na história da humanidade, a orbitar um cometa. A 12 de novembro deste ano, a sonda libertou um robô que, também pela primeira vez na história, aterrou no 67P/Churyumov-Gerasimenko. As imagens, gráficos e vídeo desta longa ‘viagem’ memorável têm origem portuguesa. A aplicação ‘web’ foi desenvolvia pelas empresas TECField e Science Office para a Agência Espacial Europeia e mostra a posição da sonda espacial Rosetta em qualquer dia, desde o seu lançamento em 2004 até o depois do fim da sua missão em 2015.
O Science Office, empresa de portugueses em Berlim, e a TECField, sediada em Braga, desenvolveram a aplicação web «Where is Rosetta» (Onde está Rosetta?) para a Agência Espacial Europeia (ESA). Esta ferramenta de visualização foi desenvolvida para o Directorate of Science and Robotic Exploration (Direcção de Exploração Científica e Robótica) da ESA e mostra a posição da sonda espacial Rosetta está em qualquer dia, desde o seu lançamento em 2004 até o depois do fim da sua missão em 2015.
O programa informático demorou um ano a ficar pronto, mas as imagens, gráficos e vídeo já correm mundo há bastante tempo. Explicam com precisão a viagem de 10 anos da sonda Rosetta até ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, desde o lançamento em 2004 até às quase duas voltas ao Sol que foram precisas para chegar ao destino a 12 e novembro.
O ‘software’ desenvolvido de raiz pela duas empresas, permite processar em tempo real, os dados adquiridos pela ESA. “Estou muito satisfeito”, contou João Martinho Moura, fundador da TECField e investigador de interação e arte digital da Universidade do Minho, ao diário online «Observador». O desafio foi feito há um ano e meio Há um ano e meio aos responsáveis na ESA: desenvolver uma aplicação para o programa Rosetta, como resposta à necessidade de criar um sistema de visualização interativa, porque “uma viagem como esta envolve grandes distâncias, difíceis de compreender”, explicou o João Martinho Moura ao «Observador».
O programa, uma ferramenta 3D interativa, é capaz de processar um milhão de dados em simultâneo, atualizados em permanência pela ESA.  Está está instalado nos servidores da ESA, e é a partir dos dados recolhidos em permanência pela missão que vão sendo ajustadas as distâncias, cada vez com maior grau de precisão. “Pode assistir a todo o percurso se clicar no botão ‘play’, ou escolher datas de interesse, deslizando a barra na parte inferior da ferramenta. Ou clique em ‘Where is Rosetta today?’ para obter a posição corrente. As informações apresentadas dizem-lhe a que distância a Rosetta está do Sol, da Terra e do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko”, explica a página da Science Office na internet.
O texto revela ainda que todas as distâncias estão em quilómetros e a data é exibida no formato ano/mês/dia. A distância apresentada é a das 12h UT em cada data e é o melhor valor disponível no momento da elaboração deste instrumento. “Pode usar o rato ou o teclado para fazer zoom e rodar. Para voltar ao início clique em ‘Reset View’. Note-se que as proporções dos planetas, do cometa e da Rosetta não estão à escala”, explicam ainda. A visualização pode ser explorada no seguinte link: http://sci.esa.int/where_is_rosetta/

A missão Rosetta
Rosetta é uma ousada missão espacial lançada em 2004, que consiste em perseguir, orbitar e pousar num cometa – o 67P/Churyumov-Gerasimenko – e a segui-lo enquanto gira em torno do sol. A sonda Rosetta foi o primeiro veículo espacial, na história da humanidade, a orbitar um cometa. Desde 12 de novembro, o 67P é “habitado” pelo módulo de aterragem Philae lançado pela sonda Rosetta – um robô pela primeira vez na história, aterrou na superfície de um cometa. Desde o seu lançamento em 2004, a Rosetta fez três sobrevoos da Terra e um de Marte para ajudá-la no caminho até o 67P/CG, encontrando os asteróides Steins e Lutetia pelo caminho.
A missão vai ajudar a desvendar os segredos dos cometas, os blocos de gelo que constituem os pilares mais primitivos da construção do sistema solar e, provavelmente, ajudaram a ‘semear’ a água na Terra e, talvez, outros ingredientes essenciais à vida. Para saber mais visite www.esa.int/rosetta

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