“Nós portugueses somos dos melhores trabalhadores do mundo o que nos falta é liderança”

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Nasceu na Ilha da madeira no seio de uma família modesta. Desde cedo desejou emigrar quando via conterrâneos e familiares regressarem anualmente à Madeira vindos dos Estados Unidos e da Venezuela. Mas foram o ouro e os diamantes da África do Sul que ‘brilharam mais alto’ no seu imaginário. Foi e fez fortuna. Regressou a Portugal depois de ter dito que não voltaria mais. Sempre com uma frontalidade perturbante ‘compra guerras’ por todo o lado por onde passa – BCP, Sogrape, nem o Benfica escapou com uma OPA que passou ao lado. É atualmente um dos maiores colecionadores de arte e empresta muitas das suas quase cem mil obras aos maiores e mais seletos museus do mundo. Recebeu-nos um destes dias no Palácio da Bacalhôa com todo o seu charme e, tranquilamente, contou-nos a sua vida em 58 minutos. Como se fosse possível…
Tem a palavra o Comendador José Manuel Rodrigues Berardo.

Quais são as memórias mais presentes da sua vida na Ilha da Madeira, antes de emigrar para a África do Sul?
Quando fui para a África do Sul, trabalhava na Madeira Wine Company, foi uma experiência muito interessante. Mas eu comecei a trabalhar na minha casa. Éramos sete filhos e em 1932, quando na Madeira um banco foi à falência, o meu pai perdeu todas as suas economias.
Era o dinheiro para comprar uma casa, porque vivíamos na casa do meu avô. O meu pai foi com a minha mãe à cidade, para levantar o dinheiro e pagar a casa, mas quando chegou ao banco, já as portas estavam fechadas. Foi um grande desgosto familiar.
Mas ele foi trabalhando e poupando, o que já não era mau naquele tempo, e cinco ou seis anos depois conseguiu comprar uma casa, que ainda hoje está na família. E a vida continuou.
Fui para a escola e numa determinada altura, o meu pai pediu-me para decidir: «ou continuas na escola, ou vais trabalhar». Referia-se à Escola Industrial, mas eu respondi: «vou trabalhar com o pai».
E comecei a trabalhar aos 13 anos. Fui para a Madeira Wine, comecei por colocar rótulos nas garrafas, foi esse o meu primeiro emprego. Fui promovido para o escritório, era o mensageiro e contínuo, depois, fui fazer as provas de vinho aos turistas que lá iam. Até aos 18 anos foi essa a minha vida e foi uma experiencia muito interessante.

Foi então aos 18 anos que surgiu o ‘sonho’ da África do Sul…
Não, já tinha esse sonho há mais tempo. Eu via os emigrantes a voltar. Os da Venezuela chegavam com todo aquele ‘show-off’, grandes carros nas estradas e isso não me interessava.
Vinha o meu tio que estava na América, eu também gostava da América, mas então vinha o pessoal que estava na África do Sul, e gostava dessa gente. Depois, o ‘sonho’ dos diamantes, do ouro, era uma coisa que me entusiasmava.

Ou seja, sempre gostou de coisas bonitas…
Exatamente. Antes de começar a trabalhar, eu já tinha coleções: de selos, que ainda tenho, de caixas de fósforos e de postais dos navios de recreio que chegavam à Madeira.
Ainda tenho isso. É um ‘fraquinho’ que não sei de onde vem, até porque não sei a origem do nome Berardo, de onde vieram.

Chegou à África do Sul e ali começou a nascer o mito à volta do nome de José Berardo (Joe Berardo): que ficou rico à custa de ter descoberto minas de ouro, porque descobriu uma maneira revolucionária de extrair o ouro… Afinal, como foi a vida do Joe Berardo?
Estava quase a fazer 18 anos quando saí da Madeira. Fui pela antiga Lourenço Marques, hoje Maputo (Moçambique), mas quando cheguei, em 1963, os papéis que levava para trabalhar, não serviam.
Foi tudo cancelado por causa do problema político que havia na África do Sul. Íamos muitos madeirenses e aquela malta não quis esperar pelos novos documentos, por isso ‘saltaram’ a fronteira.
Mas eu não quis, já sabia que era perigoso e que as pessoas nessa situação eram exploradas. Decidi esperar em Moçambique e seis meses depois chegou a nova documentação.
Fui então para a África do Sul e lá fiquei. Ainda tenho o passaporte e fiquei a dever ao meu pai o dinheiro da passagem. Mas mais tarde, paguei-lhe.

Como recorda os primeiros anos na África do Sul?
Foram duros. Quando cheguei arranjei uma boleia para Joanesburgo e deixaram-me no mercado municipal da cidade.
Íamos cinco à procura de trabalho. Lá disseram que uma pessoa de uma fazenda estava a precisar de trabalhadores. Lá fomos em cima de um camião de carga para Parys, no Orange Free State, ter com o patrão, o Sr. Teixeira, que afinal, só tinha trabalho para dois.
Antes de decidir, disse-nos que devíamos estar com fome e convidou-nos para almoçar. Tirou cinco pratos de sopa, daquelas sopas que eram uma verdadeira refeição. Eu fui o primeiro a acabar de comer e depois de todos terem terminado disse ele: «quem come mais rápido, também trabalha mais rápido». Escolheu-me, e ao segundo a ter terminado a sopa.
O meu primeiro trabalho na fazenda foi mondar (arrancar as ervas nocivas às sementeiras), mas não percebia nada daquilo. Levantei-me bem cedo, lembro-me de que ainda estava muito frio, e como não sabia bem o que era mondar, arranquei tudo, as ervas e a couve-flor. Os outros riam-se e eu com receio de ter feito alguma coisa mal… O encarregado quando viu chamou-me ‘menino da cidade’ e perguntou se era assim que se mondava (risos).
Aos domingos à tarde, que eram os nossos meios-dias de descanso, vinham outros trabalhadores portugueses, conversávamos, fazíamos espetadas. Depois progredi.

Costuma-se dizer que as dificuldades ajudam a moldar o caráter. Concorda?
A uma determinada altura, no princípio da minha vida na África do Sul, pensei abandonar o país. Para viver aquela vida assim, achava que era melhor voltar. Mas depois pensei: «eu não fui à tropa, e vou considerar este começo como a minha ida à tropa». Foi duro, chegamos a dormir 13 pessoas num mesmo quarto.
Mas foi uma boa experiência, tive a oportunidade de viver mais com os pés na terra. Porque na Madeira era mimado, era o filho mais novo. Foi difícil, mas tudo se faz e acho que é importante termos esse ciclo. Hoje, as minhas memórias do passado dão-me um prazer muito grande.

Como surgiu depois o homem de negócios?
Primeiro, tive que aprender uma língua e comecei pelo africânder. De seguida, aprendi a língua dos nativos. Depois da fazenda, trabalhei em várias lojas. Fui encarregado de uma loja em Kroonstad, onde ganhei fama de fazer lucrar bastante o negócio. Essa fama levou até lá um português, o Sr. Costa de Joanesburgo, que me ofereceu trabalho. Em Joanesburgo, aprendi inglês e é por isso que às vezes misturo os idiomas quando falo, porque tive que aprender três línguas.
Em Joanesburgo tornei-me sócio numa loja de legumes e verduras e conheci outras pessoas, de outras origens. Levava os produtos aos trabalhadores nas minas e foi aí que comecei a perceber esse negócio. Via aquelas montanhas imensas algumas com minas abandonadas e, como conhecia o Ministro das Minas, que era meu cliente da loja, perguntei-lhe um dia o que precisaria para obter uma licença de exploração.
Perguntou-me para que queria eu esse negócio e disse-me que teria muito trabalho. Além da exploração, teria que vedar o espaço e plantar as encostas da montanha por causa dos ventos. Mas um meu conhecido judeu tinha um amigo em Israel especialista reflorestação das montanhas que tratou dessa questão e comecei a exploração.
Nessa altura o preço era de 40 dólares por onça de ouro, dois ou três anos depois, o preço do ouro foi ‘libertado’ e iniciou-se uma escalada do valor.
Foi muito interessante, porque eram minas velhas e abandonadas, mas eu acreditava que aquelas minas deviam ter ainda ouro. E tinham.

Essa foi a alavanca para chegar à presidência do então Bank of Lisbon…
O Bank of Lisbon and South Africa foi um pilar da comunidade portuguesa, porque os outros bancos não emprestavam dinheiro aos portugueses.
Fui convidado a comprar a quota de um acionista, 12 ou 13%. Comprei-a e adquiri mais ações.
Eu fiz tantas coisas na minha vida, tanto na África do Sul como em outras partes do mundo, que às vezes começo a pensar: «o que é que não fiz?».
Bem, talvez menos na política, se bem que até nessa área também me envolvi um pouco, quando fui convidado para fazer parte do Conselho Consultivo do Presidente da República sul-africano. E nem o poderia integrar, porque os estatutos referiam que teria que ser já segunda geração nascida na África do Sul, e eu nem tinha passaporte sul-africano. Mas eles gostavam da minha maneira prática de estar na vida, da minha capacidade de resolver os problemas. E acabei por ser o único e primeiro estrangeiro desse Conselho.

E nos anos 80, regressa a Portugal. Por quê?
Eu dizia sempre que ia para a África do Sul com um ‘V’ de vitória e apenas com bilhete de ida. Nunca pensei em voltar (a Portugal), porque quando tive a perceção dos horizontes e das possibilidades de futuro lá por fora, julguei que nunca mais voltava à Madeira.
Mas depois, comecei a vir, a visitar os meus pais, as nossas raízes, a Madeira. O instinto é sempre voltar à nossa Ilha, porque é um meio pequeno, onde a pessoa gosta de mostrar o sucesso lá fora. É também um pouco por isso. Lá fora, é-se mais um ou menos um, mas na nossa terra é diferente.

Há na figura do comendador Joe Berardo um ar tranquilo, a imagem do colecionador de arte. No entanto, como empresário sempre foi um homem de posições fortes e de grandes guerras. Como convivem os ‘dois’?
Não sou bem um homem de grandes guerras. Mas aprendi na África do Sul, os direitos das classes minoritárias. E em Portugal, como também lá, muitas vezes nos negócios os mais pequenos são explorados.
Quem tem 51 por cento pensa que é dono de tudo. Nem quem tem cem por cento é dono de tudo… Temos sempre alguém acima de nós: se não é um acionista, é o ‘fisco’, se não é o ‘fisco’, é o Governo… Há sempre alguém a quem temos que prestar contas.
Houve vezes em que tomei decisões que me prejudicavam para defender o que acho que é correto. E não estou a dizer que seja um anjo, não sou anjo nenhum. Gosto de defender os meus interesses, mas também gosto de defender os interesses dos outros. Mas às vezes há pessoas que esperam milagres, e eu não posso fazer milagres.
Se falar com muitas pessoas, uns vão dizer que eu ajudei, outros não vão gostar de mim, é a vida… Como se costuma dizer, para ajudarmos os outros, temos que nos poder ajudar, é um lema que repito à minha família: mais vale ajudar os outros, do que os outros nos terem que ajudar.

Falando de Arte, todos temos orgulho em saber que é um dos maiores colecionadores de arte do mundo, a quem os maiores museus internacionais pedem regularmente obras para expor.
É genuinamente um apreciador de arte, ou é um homem de negócios que vê na sua coleção, um bom negócio?
Eu tenho cerca de 100 mil obras de arte e nunca vendi nenhuma. Acho que mais importante do que ser colecionador, é poder ajudar na preservação da arte e da cultura. Imaginem se nós não tivéssemos hoje, os grandes monumentos erguidos pelos portugueses; se não tivesse havido a ideia de construir o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha, ou tantos outros monumentos.
Politicamente é que não dão o devido valor àquilo que temos ou à necessidade de desenvolver a arte e a cultura. Temos castelos e outros edifícios históricos abandonados. É certo que não há dinheiro, mas há sempre dinheiro para outras coisas…
Acha que esse lado empreendedor dos portugueses de há 500 anos atrás se perdeu?
É normal que assim tenha acontecido. Tudo estava muito concentrado em Lisboa, toda a informação que nos vinha dos Descobrimentos, desde mapas a outros documentos, tudo estava na Baixa de Lisboa. Depois do terramoto veio o maremoto e o incêndio e com isso perdeu-se muita coisa. Foram mais de trezentos anos de informação que se perdeu que acabaram por ir ‘por água abaixo’ como se dizia na época.
A expulsão dos Judeus foi outro golpe para Portugal levando daqui ‘cabeças’ e capital para a Holanda, para a Bélgica e para a própria Turquia. Não há dúvida que eles eram uns grandes especialistas de “fazer dinheiro” e nós, também por isso, entramos num certo declínio comercial não acompanhando a evolução dos tempos sobretudo numa época de grandes transformações mundiais.
Mas não tenho dúvidas que nós portugueses somos dos melhores trabalhadores do mundo, o que nos falta é precisamente liderança. As pessoas que hoje estão no mundo do trabalho são educadas na universidade sem sentido prático das coisas e não têm experiência da vida. Devia haver um sistema novo que permitisse adquirir essa experiência.

É difícil investir em Portugal?
Já está melhor mas ainda assim não é fácil. Tenho dito a alguma classe política que não basta atrair o investimento e depois deixar tudo andar.
É necessário mexer profundamente em muitas coisas e principalmente nas leis do trabalho, criando mais flexibilização. Ninguém compreende que um empresário queira tratar mal as pessoas que trabalham para si, que não as queira estimuladas, mas em Portugal normalmente os patrões são vistos como inimigos.
Sei do caso de uma empresa japonesa que recentemente pretendia investir em Portugal e acabou por abandonar o projeto precisamente por causa das leis laborais. Veja-se por exemplo o caso de sucesso da Autoeuropa que tem condições especiais para poder trabalhar e é isso que deve ser feito para atrair cada vez mais os investidores estrangeiros.

A indústria é o caminho? Acha que Portugal se deve industrializar mais?
Eu penso que não. O que é que nós temos de melhor e que nos diferencia dos outros? Na minha opinião é a cultura e o turismo.
E é por aí que se deve ir, permitindo aos empresários desenvolver projetos turísticos de valor.
No entanto também se deve ter em atenção a política dos licenciamentos indiscriminados, como aconteceu no Algarve. Tem de haver uma atenção especial para desenvolver turisticamente o país, mas promovendo empreendimentos de qualidade com respeito pelo ambiente.

Quando chegou a Portugal, os vinhos foram a área onde primeiro investiu. Porquê?
O vinho está em tudo relacionado com a cultura. Eu aprendi isso em França com o nosso sócio, Eric Rothschild. E sempre pensei que Portugal tinha condições para progredir em qualidade.
Hoje em dia os nossos vinhos já são vendidos em todo o mundo, embora enfrentem grande concorrência de países que produzem com condições muito mais facilitadas.

O Comendador é um homem que venceu sozinho na vida, pelo menos é assim que é visto. Quem é que lhe dá aquele apoio sempre necessário?
Ninguém vence sozinho… Em todos os sectores de negócio eu tenho pessoas que percebem, mas tenho também o meu filho e o meu genro que estão mais próximos de mim. Sempre disse ao meu filho: «não te especializes demais, tens de olhar mais para a parte geral».
É impossível para um ser humano saber tudo, temos de ser como o (António) Champalimaud que nunca administrou as suas próprias empresas, mas era ele que sabia o que queria e escolhia as pessoas certas para conseguir o que queria.
Acho que tenho o privilégio de ter pessoas ‘chave’, dando-lhes sempre a possibilidade de poderem desenvolver as suas competências e o seu saber.

Esta crise afetou os seus negócios, ou por outro lado, terá permitido novas oportunidades?
Em todas as crises há sempre prejuízos mas também há oportunidades. Mas agora estou mais virado para a cultura. Os negócios começam a ser mais dirigidos pelo meu filho até porque enquanto eu for vivo, quero vê-lo a usufruir das coisas que fizemos em conjunto.
Estou a passar cada vez mais responsabilidades para o meu filho e todas as pessoas que trabalham comigo sabem que eu gosto de delegar responsabilidades, tal como sempre fiz com o meu irmão que está na Madeira e que diariamente se responsabiliza pelo andamento das coisas por lá.
Mas quando quis comprar o Benfica, não era uma ação cultural. Foi para ganhar dinheiro ou por “fervor clubista”?
É preciso dizer que também considero o Benfica como cultura. Muita gente pensa que eu quis comprar o Benfica, mas a proposta era apenas de 30 por cento. Eu não queria dominar o Benfica e ninguém pode ser dono do Benfica, porque é uma instituição que é de todos.
Temos de ajudar o Benfica a ser glorioso e espero que este seja um ano em grande, apesar da infelicidade deste último jogo (derrota 0-2 em casa com o Zenit). No entanto havia já uma enorme quantidade de jogos em que não se perdia e por isso todos nós benfiquistas devíamos estar felizes. O Benfica não se pode distinguir da cultura portuguesa, faz parte dela.

Pensa voltar a emigrar?
Ainda tenho residência na África do Sul e nunca posso dizer “nunca”. A minha mulher é a mais velha de doze irmãos, e estão todos lá. A África do Sul sempre faz parte da minha vida…

O que é que ainda gostaria de vir a ter?
As coisas materiais já pouco me dizem. O que eu gosto é de contribuir para a cultura em geral. Se eu tivesse poder político tornava o país como a França onde toda a gente ‘vai’ pela sua cultura.
E nós temos aqui todo este potencial que não exploramos: cultura, hotelaria, vinho e azeite. Temos outra grande vantagem: somos ‘condensados’ como um diamante, mas ao mesmo tempo diversificados também.
Por isso o meu grande orgulho agora é tudo quanto possa construir para a sociedade. Digo com muito orgulho que os Jardins da Madeira foram considerados um dos treze melhores do mundo. Isto é que me dá um gozo especial.
Alguém como eu, que vem de uma família tão simples e alcançou estes objetivos na vida, vive feliz. E isso é tudo o que realmente interessa.

 

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