Mercado das flores da Ilha da Madeira vale seis milhões

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O mercado de flores da Madeira movimenta todos os anos seis milhões de euros, de acordo com os dados fornecidos pela Direção Regional de Agricultura (DRA), que regista uma redução das exportações. Esta em marcha mais uma edição da festa da Flor.

“Estes valores variam anualmente, já que dependem de variados fatores como as cotações alcançadas nos mercados pelas produções, e os fatores climáticos adversos e suas consequências. Há a registar várias intempéries que afetaram de forma muito significativa o setor, como temporais, incêndios e ventos fortes”, referiu à Lusa o Diretor Regional de Agricultura, Bernardo Araújo.
A floricultura de estufa ao ar livre é aquela que representa mais para este setor, ainda que se note “um aumento das estufas” devido ao facto de as explorações terem apostado “mais no fator tecnológico”.
A tradicional Festa da Flor constitui também um importante marco turístico na Madeira e, por essa via, do mercado de flores.
Os dados da DRA indicam que “a esmagadora maioria das flores de corte exportada é constituída pelo cymbidium (orquídea) e pelas próteas e, mais recentemente, pelas helicónias”, mas as exigências desta altura do ano dizem também que há um esforço de substituição da redução das importações por produção local.
Isso reflete-se nos dados, já que, “de 2011 para 2012, o valor das importações terá decrescido cerca de 150 mil euros, passando de 765 mil para 614 mil”, refere.
O mercado interno de flores continua muito centrado nas culturas tradicionais: crisântemos, gerberas, rosas e cravos. A maioria da produção está no concelho de Santa Cruz, a sul da ilha, com 52% da área total de plantação e 43% das explorações, seguindo-se depois o Funchal. Destas plantas, há um aumento significativo de folhagens, um complemento às flores de corte. Bernardo Araújo explica que “o interesse por este produto era praticamente inexistente em 2002, reduzido na maioria dos casos a áreas marginais quase de produção espontânea”.
Em 2012, já se registam áreas específicas para este tipo de produção, “representativas de uma aposta concreta dos agricultores neste sentido, que acompanham as tendências do mercado”. A produção geral esperada pela DRA situa-se nas 601.926 hastes, com relevo para o feto.
A Festa da Flor decorre de 1 a 7 de maio e, numa ocasião em que a ocupação hoteleira deverá rondar os 90%, Bernardo Araújo espera que os turistas possam continuar com o costume de comprar plantas durante o evento.
“É possível constatar que, embora a grande maioria das explorações comercialize a sua produção de flores de corte através da venda direta ao consumidor e às floristas, obedecendo a uma certa tradição, aparece já com maior importância a produção vendida para o mercado grossista (52%), o qual, quebrando um circuito económico do sector menos eficiente, tem vindo a assumir um protagonismo interessante nos últimos anos”, explicou.
Os últimos dados da DRA – ainda relativos ao ano de 2012 – indicam que existem 135 explorações de flores, ocupando já uma área de 45 hectares.

Festa da Flor homenageia as mães até 11 de Maio
A 35ª Festa da Flor foi apresentada, nesta manhã, pela secretária do Turismo. A festa começa no dia 1 e termina a 11 de Maio, mas incide essencialmente nos dias entre 1 e 4, de quinta-feira a domingo. O tema é:  ‘Mãe, um mundo flor para ti’. nConceição Estudante disse que o evento “segue a matriz” dos anos anteriores, com pequenas melhorias, mas que, ainda assim foi possível reduzir ligeiramente os gastos públicos, que passaram de 310 para 308 mil euros. A este valor, é preciso juntar os oito mil doados por privados, essencialmente para os tapetes florais. Os ‘mecenas’ foram a Nestlé, os grupos Pestana, Porto Bay, Windsor, Four Views e o Madeira Panorâmico.
Conceição Estudante mostrou-se muito satisfação por a ocupação média das camas disponíveis, durante a festa, rondar os 90%, um pouco acima da do ano passado. “É uma taxa que nos dá muita satisfação (…). É a confirmação de que é uma festa com muita consolidação no mercado externo”, mas também com muito significado interno.
Como tradicionalmente, no sábado, dia 3 de Maio, será construído do ‘Muro da Esperança’ na Praça do Município, a partir das 9 horas.
No domingo, volta às ruas o Cortejo Alegórico, que, pelas 16 horas, parte da rotunda do Porto do do Funchal, em direcção à ‘Casa da Luz.
No fim-de-semana seguinte, 10 e 11 de Maio, a festa termina com a III Edição do Reid’s Palace Classic Auto Show.
A Festa da Flor inclui ainda: os Tapetes Florais, da Avenida Arriaga à Sé; o Mercado das Flores com Charolas em Festa (na placa central da Avenida Arriaga); uma Exposição de Fotografia – World Flowers Photos de Carlos Capelão; o Projecto Reino das Flores, na Avenida Arriaga; a 59ª Exposição da Flor, no Largo da Restauração; a exposição ‘Bordado da Madeira Inspirado nas Flores, em frente à Loja do Cidadão; e a reedição do projectos ‘Vamos Florir a Cidade’.
A Secretaria do Turismo sabe que a percentagem de flores usadas, provenientes de produção regional, cresce relativamente ao ano passado, mas não tem a indicação de que quanto é.
O Governo sabe que vai gastar, como referido, 308 mil euros, mas não sabe quanto é o retorno. Esse estudo não foi feito e uma das razões, referiu Conceição Estudante, é que a festa tem um “retorno óbvio” e uma estimativa nunca seria muito precisa.

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