Alvarinho: A mais nobre das casta da Região dos VInhos Verdes

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A casta Alvarinho é considerada a mais nobre das castas de uvas da Região Demarcada dos Vinhos Verdes e dá origem a vinhos com aroma acentuado, harmoniosos e saborosos com elevada graduação. Este vinho é diferente de todos os outros verdes pelo seu aroma e sabor característicos, mas também pelo corpo cheio, grau alcoólico superior e boa capacidade de envelhecimento. As vendas internacionais de vinho verde continuam em grande crescimento e estima-se que 2013 tenha sido o ano de todos os recordes com um aumento nas exportações de 20 por cento.

A casta Alvarinho é considerada, por muitos, a melhor casta branca enxertada nas vinhas portuguesas.
A sua raridade, a baixa produção e, principalmente, o facto de dar origem a vinhos únicos em termos de aroma e sabor, leva a que as uvas Alvarinho sejam as mais valiosas e bem pagas de todo o País.
Tal facto faz com que o vinho Alvarinho seja um vinho nobre e com grande capacidade de concorrência nos mercados nacionais e internacionais, que talvez poucos vinhos portugueses terão.
A casta Alvarinho, tal como se encontra nos vinhos hoje produzidos, é uma concorrente directa às principais castas brancas mundiais.
O vinho Alvarinho é um pouco diferente dos restantes Vinhos Verdes, pela sua estrutura, pelas suas características singulares e sua mais elevada graduação alcoólica (entre 11º e 14º).
Os vinhos verdes são leves, pouco alcoólicos (8,5º -10º) e menos encorpados. O vinho Alvarinho é um Vinho Verde branco, de paladar fresco, de cor citrina e de aroma delicado. Tem carácter requintado e é, pela sua originalidade, considerado um dos melhores vinhos brancos do mundo por muitos especialistas.

Que segredos  esconde o Alvarinho?
A localização privilegiada das vinhas que desfrutam de um micro-clima muito especial (com exposição atlântica e um clima caracterizado por elevada pluviosidade, humidade atmosférica, temperatura amena e pequenas amplitudes térmicas) e na sabedoria das gentes que seleccionam criteriosamente o melhor estado de maturação das uvas.
As novas tecnologias de fermentação aliadas a processos ancestrais de vinificação, contribuem para extrair toda a qualidade das uvas que chegam às adegas.
É nesta fase que cada produtor imprime ao seu vinho um cunho pessoal que contribui decididamente para uma maior diversidade do universo dos vinhos Alvarinhos de Melgaço.
 
Como beber saborear um bom Alvarinho
Únicos no mundo, a grande parte dos vinhos Alvarinho são consumidos ainda jovens, realçando toda a frescura e o carácter da casta.
De espírito singular e inimitável, o  Vinho Verde é o cúmplice perfeito para uma festa de amigos, um jantar romântico ou um fim de tarde, e surpreende pela leveza e a frescura que adiciona a cada momento.
Dadas as suas qualidades, este maravilhoso néctar exige que seja servido entre os 8 e os 12 graus Celsius, sendo que os vinhos Verdes Rosados devem ser servidos a uma temperatura entre os 10 e os 12 gra us Celsius.
Recomenda-se que os vinhos Verdes Tintos sejam servidos entre os 12 a 15 graus Celsius e os vinhos Espumantes entre os 6 a 8 graus Celsius.
Deve ser arrefecido lentamente para que conserve o aroma e servido de preferência em “frappé”, com garrafa aberta vinte a trinta minutos antes de ser consumido.
Excelente como aperitivo, acompanha muito bem mariscos e peixes de sabor intenso ou ainda peixes gordos assados no forno.
Os produtores da região de Melgaço recomendam que os seus vinhos sejam acompanhados pelos deliciosos produtos locais, o bom fumeiro tradicional, o cabrito do monte, sável de escabeche ou frito, salmão grelhado e lampreia seca grelhada ou frita com ovos.

Primeiros vinhos portugueses exportados
Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada. A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa.
A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII – XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento.
Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os Vinhos Verdes os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os vinhos de Melgaço e os da Ribeira de Lima.
No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicação, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional.
A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do “Vinho Verde” surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira a Região dos Vinhos Verdes.
Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em várias sub-regiões.
Pelo decreto lei nº 275/73, se confirmou e legalizou uma tradição, reservando a designação Alvarinho, ao vinho verde produzido apenas na sub-região de Monção, concelhos de Monção e Melgaço, em terrenos de meia encosta, da bacia hidrográfica do rio Minho, obtido pela produção e transformação de uma única casta de uva branca assim designada.
É nesta sub-região (concelhos de Melgaço e Monção) onde existem as condições ideais de  microclima e solo para o cultivo e maturação  desta uva única e genuína.
Existem várias teorias sobre a origem desta casta. Uns dizem que veio do Reno, outros, que veio da Grécia e outros (talvez os mais certos) que é originária do Nordeste da Península Ibérica, mais precisamente desta Sub-região, onde, ao longo dos Séculos se acomodou às características do solo e do clima.

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