Emigrantes enviaram mais de 3 mil milhões em 2013

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As remessas dos emigrantes portugueses superaram pela primeira vez os 3 mil milhões de euros. Em termos percentuais, os valores enviados para Portugal subiram 9,6% em 2013.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico, divulgado pelo Banco de Portugal, os trabalhadores portugueses em França continuam a ser os que mais dinheiro enviam, tendo remetido mais de 894 milhões de euros para Portugal no ano passado, o que representa uma subida de 5,7% face ao dinheiro enviado em 2012. Em segundo lugar na lista por país, dos emigrantes que enviam mais dinheiro, está a Suíça, de onde foram enviados 738 milhões de euros em 2013, mais 5,8% do que ano anterior.

Remessas dos PALOP aumentam 13,6%
As remessas dos portugueses a trabalhar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) subiram 13,6%, para 316 milhões de euros, bem acima do aumento de 8,8%, para 45,5 milhões, das verbas enviadas de Portugal.
De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, é de Angola que é oriunda a maioria das verbas enviadas pelos emigrantes: dos 316 milhões de euros que vieram de terras africanas, mais de 304 milhões foram enviados de Angola (mais 12,4% face a 2012), seguidos de 7,5 milhões de Moçambique, o que representa uma subida de 51,1% face aos 5 milhões enviados de Moçambique no ano anterior. O maior aumento percentual, ainda assim, foi oriundo da Guiné-Bissau, cujas remessas de emigrantes aumentaram 113%, apesar de se manterem em valores muito baixos: 526 mil euros no ano passado. Por seu turno, os portugueses a trabalhar no Brasil enviaram 16,5 milhões de euros, o que mostra uma subida de 54% relativamente aos 10,7 milhões enviados para Portugal em 2012.
Em sentido inverso, a tendência também é de subida, mas os valores são significativamente menores: os estrangeiros a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países mais de 556 milhões de euros no ano passado, o que representa uma subida de 5,8% face aos 525 milhões enviados em 2012. Sem surpresa, os emigrantes brasileiros em Portugal foram responsáveis por cerca de metade do dinheiro enviado para os países de origem, representando 253 milhões de euros, o que revela uma subida de 12,2% face aos 225 milhões enviados no ano anterior.

Mais “confiança no país”
Para o secretário de Estado das Comunidades, o aumento das remessas dos emigrantes em 2013 traduz “confiança no país” por parte das comunidades e também está relacionado com o crescimento da emigração na última década. Este aumento “traduz confiança no país por parte das comunidades e também um grande sentido de solidariedade para com o país, com os familiares que cá têm e com os portugueses em geral”, disse à Lusa José Cesário.
Questionado sobre se o envio de mais dinheiro pelos emigrantes para Portugal está relacionado com o crescimento da emigração nos últimos anos, o governante disse que sim, mas sublinhou que quem envia dinheiro são principalmente as pessoas que “já estão há alguns anos (fora), pelo menos há dois, três, quatro anos”. “Praticamente desde 2004/2005, há um aumento da emigração portuguesa. Evidentemente que parte destes resultados também se devem a esse fenómeno, sem qualquer sombra de dúvida, mas a maior parte dos valores são enviados por pessoas que já estão estabilizadas nos respetivos países”, sustentou.

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