Associação de arte Urbana vai pintar 40 murais pelo país

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Criado para celebrar os 40 anos do 25 de Abril através da arte, o projeto «40 Anos 40 Murais» vai pintar um pouco por todo o país, murais políticos que pretendem trazer de volte à arte urbana de rua, as pinturas de cariz político que estão praticamente extintas, como Otávio Pinho, da Associação Portuguesa de Arte Urbana (APAUrb). O primeiro está a ser ultimado em Alcântara, Lisboa.
O responsável lembrou que os murais políticos, que proliferaram no pós-25 de Abril um pouco por todo o país, “estão praticamente todos extintos”. Este projeto “propõe-se a realizar 40 murais, a nível nacional, para celebrar” as quatro décadas da revolução, colmatando assim o desaparecimento dos murais políticos. Além disso, “durante estes 40 anos passaram-se muitas coisas, houve bastantes acontecimentos políticos, ou não, que deveriam ter sido retratados, ou que são facilmente retratáveis através da arte, e nós pretendemos que estes murais sejam eco desses 40 anos”, referiu à Lusa.
A ideia passa por “reproduzir alguns dos murais que foram feitos e já não existem”, mas também criar novos, nos quais são integradas “outras artes que na altura não havia, como o graffiti”.
Um dos objetivos da APAUrb é conciliar estes dois mundos, já que neste projeto há um “conflito geracional”.  “Temos pessoas que presenciaram o 25 de Abril de 1974 e miúdos que nasceram nos anos 1980. Vai ser giro ver como as pessoas retratam aquilo que viveram. E outros vão retratar aquilo de que ouviram falar ou a História”, disse Otávio Pinho. “Sem fins comerciais e sem apoios”, as pinturas terão as características dos murais originais, mas introduzindo novos elementos.
O pontapé de saída do «40 Anos 40 Murais» começou a ser dado no dia 16 de março, “data história”, uma maneira de “dar força ao projeto, o empurrão inicial antes do 25 de Abril”, em Alcântara. A 16 de março de 1974, uma coluna de cerca de 200 militares partiu das Caldas da Rainha com o objetivo de tomar o aeroporto de Lisboa. A coluna descobre, perto da capital, que os quartéis de Lamego, Santarém, Mafra e Vendas Novas, que era suposto terem aderido ao golpe, acabaram por não se sublevar. Voltou então para trás e os militares envolvidos foram presos.
Mas o mural de Alcântara foi apenas o primeiro. “O projeto vai durar todo o ano e provavelmente até se estende para o ano que vem, estamos a pensar fechá-lo a 25 de Abril de 2015”, disse Otávio Pinho, adiantando que a APAUrb está “em conversações” com a autarquia de Loures para executar lá um mural e que haverá também murais em Aveiro, em Ovar, no Porto, em Coimbra, em Lagos e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Embora a APAUrb gira o projeto, qualquer pessoa pode participar. “Alguém pode gostar da ideia, juntar-se com amigos, fazer projeto para um mural, arranjar um muro para pintar e pintá-lo”, referiu Otávio Pinho. No entanto, a associação está disponível para “dar apoio na parte das autorizações” e até para pedir apoios para a compra de tintas.

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