França: Portugueses em maior número entre os cidadãos europeus candidatos às eleições municipais

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Os portugueses sem nacionalidade francesa estão em maior número entre os estrangeiros de origem europeia que são candidatos às eleições municipais francesas de 23 e 30 de março (primeira e segunda voltas). Uma notícia divulgada pelo semanário «Expresso», baseada em dados divulgados pelo ministério francês do Interior, refere que são 752 os candidatos portugueses, um número superior aos belgas (406) e aos britânicos (389), em segundo e terceiro lugares respetivamente, de acordo com dados oficiais fornecidos pelo ministério francês do Interior.
Depois das eleições autárquicas francesas de 2001 e 2008, em 2014 é a terceira vez que um cidadão europeu residente noutro país da União Europeia tem o direito de votar ou de se apresentar como candidato nas eleições autárquicas realizadas nesse país.

Mais candidatos que em 2008
No total, entre candidatos mononacionais, franceses de origem portuguesa e os cidadãos com dupla nacionalidade (que são contabilizados como franceses pelas autoridades), as eleições municipais deste ano vão contar com mais candidatos de origem portuguesa. Segundo a associação de autarcas portugueses em França – Cívica – o número deverá ultrapassar os 10 mil. Em declarações ao «Mundo Português», Paulo Marques – presidente da Cívica e ele próprio candidato com dupla nacionalidade, em Aulnay-sous-bois, onde concorre pela UMP (direita) – lembrou que se 10 mil candidatos é um número que “parece enorme comparado com Portugal”, em relação ao universo eleitoral de França, a participação lusa “ainda é tímida”.
Com mais de 36 mil câmaras municipais e um total de 926.068 candidatos contabilizados nas listas eleitorais, o responsável da Civica diz que “ainda estamos longe de uma forte participação de candidatos lusos nas autárquicas em França”, mas vê como positivo o facto da tendência ter vindo a aumentar, “nomeadamente nas candidaturas dos franceses de origem portuguesa, para outras eleições”.
Ao analisar as lista de candidatos, divulgada a 6 de março, Paulo Marques diz ter verificado a existência de “3, 4, 5 candidatos lusos” em algumas listas, acrescentando que há cidades em que chegam a ser “6, 7 ou 8 os candidatos lusos a disputarem os lugares de autarcas”. “São raras as listas onde os portugueses estão em posição inelegível. Todos os candidatos lusos, a parte raros casos têm possibilidade de integrar a câmara municipal”, revelou, sublinhando porém que em cidades com vários candidatos lusos naslistas, a possibilidade de haver luso-eleitos é maior  que em certas cidades onde só aparece uma lista com presença lusa. De qualquer forma, Paulo Marques acredita que haverá mais eleitos lusos do que em 2008.
Sobre o número de candidatos a presidente de câmara (a grande maioria candidata-se a conselheiro e vereador), o responsável pela Civica diz que difícil saber atualmente se há mais candidatos “porque não houve dados específicos em 2008”, mas acredita ser possível “devido ao aumento de candidatos em geral”. Como exemplo, refere que o mais novo candidato a presidente de câmara é o Geoffrey Carvalinho, pela UMP em Pantin. Alda Pereira Lemaitre é novamente candidata da esquerda em Noisy Le Sec, e poderá voltar a ser presidente da Câmara (ecupou o cargo entre 2008 e 2010). José da Silva concorre em Vaujours, Filipe Pinho em Chaligny, Antonio de Carvalho em Brou sur Chantereine, Carlos da Silva em Corbeil, Hélène Carvalho em Cléty, Patrice Carvalho em Thourotte, Patrice Rodrigues em Beauzelle e Amilcar Pereirar em Gaja-et-Villedieu, são outros candidatos a ‘maire’ nas eleições de 23  e30 de Março.
Para o responsável da Civica, é percetível o maior interesse dos portugueses (sem nacionalidade francesa) em participarem na vida política francesa. Um exemplo de tal, são os portugueses de primeira geração que, acrescenta, ganharam uma maior consciencialização “em participar nas tomadas de decisões das câmaras municipais de residência para favorecer uma vida melhor para os seus netos”. “Os portugueses tiveram este ano a consciência de que não participando em 2014 na eleição dos seus representantes, tal ocasião só se apresentará em 2020, pois o mandato autárquico em França é de seis anos”, lembra.
A.G.P.

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