Governo admite haver consulados em situação difícil

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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas admitiu que alguns consulados estão numa situação difícil por falta de pessoal, referindo que a modernização tecnológica e a proibição de rescisões por mútuo acordo pretendem combater este problema. “Há dificuldades, não o escondemos”, disse José Cesário agência à Lusa, quando questionado sobre alertas do PS para a situação de “colapso iminente” dos consulados, devido à falta de pessoal na sequência do programa de rescisões do Governo e de aposentações. O governante afirmou que as situações mais delicadas são as de Macau, Brasil ou Paris, mas garantiu que o Governo está a procurar “suprir da forma que for possível”.
Nestes casos “mais delicados”, o Governo decidiu “não autorizar rescisões por mútuo acordo”, revelou, lembrando que no ano passado entraram “algumas dezenas de funcionários para a rede, para substituir os que saíram”. “Evidentemente não podemos impedir um funcionário de sair, mas não será no âmbito do programa de rescisões amigáveis”, explicou.
Por outro lado, o Executivo está a apostar na modernização informática. “Entre 2008 e 2011 não se substituiu equipamento informático, nós estamos a fazê-lo agora. Foram adquiridos centenas de ‘pcs’ (computadores) e de servidores”, disse, acrescentando que “os novos equipamentos móveis que são utilizados nas novas permanências consulares permitem atender dezenas de milhares de pessoas fora dos postos”.
O deputado socialista Paulo Pisco questionou no início deste mês o Governo sobre a “situação de colapso iminente” de postos consulares portugueses devido à “redução brutal” de pessoal, alertando para as “dificuldades e transtornos causados a centenas de milhares” de emigrantes. Numa pergunta dirigida à ministra de Estado e das Finanças e ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, entregue na Assembleia da República, o deputado lança “um sonoro sinal de alarme que deve ser levado muito a sério pelo Governo, que precisa urgentemente de ganhar consciência da situação de colapso iminente das nossas representações externas, particularmente dos postos consulares, devido à escassez extrema de funcionários, que a cada dia se agrava de maneira muito preocupante”.

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