Estudo indica que maioria dos jovens portugueses quer emigrar

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A maioria dos jovens portugueses até aos 24 anos admite a possibilidade de emigrar, está neste momento a planear a mudança para outro país ou já vive fora de Portugal. Este é um dos resultados do estudo internacional encomendado pela seguradora Zurich em doze países, entre os quais Portugal. Por cá, o estudo fez saber que 57% dos jovens vê o seu futuro na emigração, mas revelou ainda que 40% dos portugueses de todas as faixas etárias também vê na emigração a forma de mudar a sua vida.

O estudo internacional foi encomendado pela seguradora Zurich em doze países, sendo um deles Portugal, e centrou-se no tema «Emigração – motivos e destinos de eleição».
Por cá, os resultados mostram que 40% dos portugueses de todas as faixas etárias vê na emigração uma solução para a sua vida. Mas na faixa jovem, o número é ainda maior: 57% dos jovens até aos 24 anos admite a possibilidade de emigrar, está neste momento a planear a mudança ou já vive fora de Portugal. No total dos 12 países, apenas os russos têm mais vontade de emigrar do que os portugueses.

Recomeçar noutro país
Foi na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, que o estudo detetou maior número de portugueses com vontade de emigrar (43,9%), já a viver no estrangeiro e a gostar (4,1%), ou a planear neste momento a mudança (9%).
Na faixa etária dos 25 aos 34 anos, 53,2% dos inquiridos responderam positivamente à possibilidade de viver fora do país (35%), indicaram já o fazer (5,3%) ou revelaram estar já a planear a viagem (13%). Além desses, 3% revelou já ter vivido em vários países.
Na faixa dos 35 aos 44 anos, foi mais reduzido o número de portugueses a afirmar querer emigrar (25%), mas por outro lado foi maior o número de inquiridos a revelar que já reside noutro país (6%). Treze por cento indicou ainda que está a planear a mudança para o estrangeiro e 5% indicou já ter vivido em outros países.
Quanto às razões para decidirem sair de Portugal, no geral os portugueses apontaram o desemprego no país como o principal motivo, seguido de “melhores oportunidades de emprego noutros países”, a difícil situação financeira que vivem atualmente e ainda a crise económica em Portugal. Melhores oportunidade de educação para eles e os filhos, a situação política no país, ter o (a) companheiro (a) a viver noutro país e poder levar “uma vida mais simples com melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho”, foram outros motivos indicados pelos entrevistados.
Concretamente na faixa etária até aos 24 anos, o estudo indica o desemprego em Portugal (57,2%), a procura por novas e melhores oportunidades profissionais (43%) e a “situação financeira apertada” (33,3%) como os principais motivos para os jovens saírem de Portugal.

Segurança no trabalho e estabilidade política
A segurança no trabalho (62%) é a principal condição que os jovens portugueses esperam encontrar no país de destino, assim como estabilidade política (36,9%), a baixa taxa de criminalidade (34,7%) e regimes de poupança e pensões estáveis (19,7%).
A existência de seguros de doença e invalidez credíveis, regimes de pensões estáveis, escolas seguras e até a baixa exposição a riscos climáticos foram ainda indicados como aspetos de segurança necessários à emigração.
O estudo pretendeu ainda saber quais os países para onde os nacionais dos 12 países estão mais propensos a ir.
Em relação aos portugueses, no geral, indicaram a Alemanha, a Áustria e a Suíça como os países preferidos (40,4%). Seguiram-se  o Canadá e Estados Unidos (19%) e os países nórdicos (17,5%).
Entre os mais jovens, a escolha recai também sobre a Alemanha, a Áustria e a Suíça (50,1%), deixando em segundo plano Canadá e Estados Unidos (28,3%) e como terceira opção, países do Sul da Europa (20,3%).
Para além de Portugal, o estudo internacional sobre emigração, que decorreu entre 8 de agosto e 21 de setembro deste ano, foi realizado na Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Irlanda, Áustria, Reino Unido, Rússia, Marrocos, México e Austrália. Incidiu sobre um universo de 7.754 pessoas.
O estudo foi divulgado pouco mais de um mês depois de se ter ficado a saber que, em resultado dos valores negativos do crescimento natural e do crescimento migratório, a população portuguesa voltou a diminuir, segundo as Estatísticas Demográficas de 2012 publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a 29 de outubro. De acordo com o INE, em 2012 o número de portugueses que emigraram de forma permanente foi de 51.958, enquanto 69.460 referiram que emigraram naquele ano de forma temporária (permanência no estrangeiro inferior a um ano).

Ana Grácio Pinto

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