Mundial2014: Quatro colossos a evitar e uma inesperada “pedra no sapato”

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A campeã em título Espanha, o anfitrião Brasil e os “colossos” Alemanha e Argentina são os cabeças de série a evitar por Portugal, que deve também escapar ao pote 2 do sorteio do Mundial de futebol de 2014.

Um grupo composto por Brasil ou Argentina, México e uma seleção europeia de topo “caída em desgraça” no pote 2, como Holanda, Itália, Inglaterra ou França, seria o maior pesadelo de Paulo Bento, enquanto uma “poule” com Suíça, Honduras ou Irão – treinado por Carlos Queiroz – e Argélia deixaria o selecionador português já a pensar nos oitavos de final.

A constituição definitiva dos quatro potes só será conhecida após um sorteio prévio, que determinará qual dos nove representantes europeus – integrados no pote 4 e formado provisoriamente por nove equipas -, transitará para o pote 2, onde estão os países africanos e sul-americanos que não são pré-designados e que é composto apenas por sete.

A solitária equipa europeia que cair no pote 2, com o objetivo de todos eles serem constituídos por oito seleções, será claramente um “corpo estranho” no sorteio da fase final, que se vai realizar na sexta-feira, e é relativamente seguro pensar que integrará o tradicional “grupo da morte”.

As condicionantes aprovadas pela FIFA na terça-feira implicam para aquela seleção europeia, além de forçosamente defrontar um adversário do mesmo continente, proveniente do pote 4, a obrigatoriedade de integrar a “poule” de um dos cabeças de série sul-americanos – Brasil, Argentina, Colômbia e Uruguai -, ainda que dessa forma evite Espanha e Alemanha.

Por enquanto, Portugal integra o pote 4, onde estão colocadas as seleções europeias, à exceção dos pré-designados, em conjunto com Holanda, Itália, Inglaterra, Grécia, orientada por Fernando Santos, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Rússia e França.

Se a seleção portuguesa for a infeliz contemplada com a mudança para o pote 2 terá seguramente de medir forças com uma daquelas oito equipas na primeira fase, enquanto se se mantiver no pote 4 só poderá jogar – as hipóteses são de um em oito – com a que mudar de pote.

Do lote de pré-designados, os adversários mais inconvenientes são a Espanha, campeã do Mundo em exercício e bicampeã europeia, o Brasil, recordista de títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), a Alemanha, campeã em 1954, 1974 e 1990, e a Argentina, vencedora das edições de 1978 e 1986.

Não se tratando de adversários fáceis, Bélgica, Suíça, Colômbia e Uruguai, que completam o lote de cabeças de série, de acordo com o ranking da FIFA de outubro, seriam seguramente os preferidos de Paulo Bento, com a vantagem adicional, no caso de belgas e suíços, de permitir que Portugal fuja ao confronto com a seleção europeia do pote 2.

A seleção nacional evitaria quase todos aqueles adversários se fosse utilizado o ranking atual, no qual Portugal ocupa a quinta posição, uma subida que se ficou a dever às duas vitórias sobre a Suécia (1-0 em Lisboa e 3-2 em Solna), nos “play-offs” europeus de apuramento.

Do pote 3, claramente o mais fraco, o México, com vários jogadores da equipa campeã olímpica em 2012, em Londres, destaca-se das restantes seleções, ainda que os Estados Unidos – que derrotou por 3-2 a equipa das “quinas” no Mundial de 2002 – e o Japão possam constituir-se como adversários complicados.

Do grupo de equipas do pote 3, o Irão e as Honduras perfilam-se como as seleções mais apetecíveis, enquanto a Costa Rica, a Austrália e a Coreia do Sul são uma espécie de meio-termo, apesar de os sul-coreanos também já terem vencido Portugal na fase final do Mundial de 2002, que organizaram em conjunto como o Japão.

Além da seleção europeia “renegada”, o pote 2 pode colocar alguns adversários pouco recomendáveis no caminho de equipa das quinas, em especial a Nigéria, atual campeã africana, o Gana, que chegou aos quartos de final em 2010, e o Chile, batido apenas pela Argentina e a Colômbia na qualificação sul-americana.

O valor da Costa do Marfim, Camarões e Equador equivale a uma segunda linha das equipas do pote 2, enquanto a Argélia é um verdadeiro “brinde” para os favoritos de um dos oito grupos de quatro equipas que constituirão a primeira fase do Mundial, que se disputará entre 12 de junho a 13 de julho.

O sorteio da fase final realiza-se na sexta-feira, num complexo turístico na costa do Sauípe, na Baía, a cerca de 70 quilómetros de Salvador, uma das cidades-sede da prova, com início às 13:00 horas (16:00 em Lisboa).

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