Rui Costa é atleta português do ano pela segunda vez consecutiva

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O ciclista Rui Costa, campeão do Mundo de estrada, foi eleito pela segunda vez consecutiva como melhor atleta português do ano, no decorrer na Gala do Desporto, realizada esta semana, no Casino Estoril. Rui Costa, de 26 anos, primeiro português a sagrar-se campeão do Mundo de ciclismo, a 29 de Setembro, em Florença, Itália, tinha a concorrência do futebolista Cristiano Ronaldo, do tenista João Sousa e dos canoístas Emanuel Silva e Fernando Pimenta. Em 2013, venceu também duas etapas na Volta a França e ganhou a Volta à Suíça pelo segundo ano consecutivo.  A votação promovida pela Confederação do Desporto de Portugal, que compreendeu as escolhas do público, por via electrónica, e de todos os presentes na gala.

Rui Costa, campeão do Mundo de ciclismo de estrada, voltou esta semana à casa onde praticamente aprendeu tudo e cresceu, para receber na Federação Portuguesa de Ciclismo o diploma de Sócio de Mérito da instituição.
“Depois de um ano como este, ser homenageado nesta casa, onde praticamente aprendi tudo e cresci, é muito bom. Estou muito feliz por esta homenagem da Federação Portuguesa de Ciclismo”, disse Rui Costa. “Foi aqui que dei os primeiros passos, a federação ajudou-me em tudo o que podia, estou-lhes grato por tudo o que fizeram ao longo da minha carreira”, acrescentou. O ciclista reconhece que “sonhava” com o título, só que ainda não esta época. “Não contava nada ganhar, sabia que estava num bom momento de forma e as coisas correram bem para o meu lado, estou feliz por ter dado esta vitória ao nosso país”, refere. Após uma época repleta de sucessos – nomeadamente duas etapas no Tour, a Volta à Suíça e o Campeonato do Mundo -, em que terminou no top-10 do ranking mundial, é tempo de mudar de equipa, da espanhola Movistar para a italiana Lampre, agora como chefe de fila. “As minhas férias acabam este fim de semana e para a semana recomeço o trabalho. Tenho de me mentalizar já no trabalho para o próximo ano – não podemos viver só das vitórias passadas”, disse o ciclista.
“Penso que daqui a dois ou três anos poderemos também estar a discutir títulos internacionais de contrarrelógio”, disse. Delmino Pereira, presidente da UVP-FPC, era hoje um anfitrião especialmente satisfeito: “Temos uma bela história de 114 anos e estamos nos tempos atuais a viver momentos maravilhosos. O Rui Costa é um grande corredor, que nos tem apaixonado a todos”, disse ainda. Presente na cerimónia de entrega dos diplomas, Emídio Guerreiro, secretário de Estado do Desporto e Juventude, assumiu-se como fã da modalidade e de Rui Costa.
“Farei parte dos dez milhões que, em julho, estarão a espreitar para o televisor, para ver o Rui de amarelo”, disse, aludindo à próxima Volta a França. “É importante reconhecer o papel e a importância dos que conseguem os melhores resultados e dizer aos nossos jovens que vale a pena o caminho do esforço, dedicação e trabalho”, defendeu Emídio Guerreiro, que também enalteceu o papel da UVP-FPC, que “tem pessoas espantosas, que contribuem para as so   luções e não ficam no canto das lamúrias e desalentos”.

Estreia aos 11 anos
Rui Costa nasceu a 5 de Outubro de 1986 na Vila de Aguçadoura – Póvoa de Varzim. Aos 11 anos entrou para o atletismo onde esteve duas épocas a competir pelo “Aguçadourense”, venceu a maioria dessas competições e raramente ficava fora do pódio nas restantes. Com 13 anos, por influência do pai, entra no ciclismo, estreando-se pela equipa “Guilhabreu-Vila do Conde”. Depois seguiu para o “Santa Maria da Feira”, o “Benfica” e a “Caisse D’Epargne”, uma das melhores equipas da World Tour.

Foi considerado como o melhor ciclista português da última década pelo “Jornal Record”. Com apenas dois anos de ProTour figurou em mais de dez pódios e foi o melhor Sub-23 do Mundo em 2008, ajudando a Selecção Portuguesa a vencer, pela primeira vez, a “Taça das Nações” nesse mesmo ano.
Em 2012 conseguiu entrar para a história do desporto português ao conseguir ganhar a  ”Volta à Suiça”, considerada a quarta grande volta mais importante, logo asseguir ao Tour, Giro e Vuelta. Rui Costa venceu a 2.ª etapa desta competição, tornou-se líder da prova nesse dia, e ninguém mais o conseguiu destronar, trazendo assim, pela primeira vez, a camisola amarela do “Tour de Suisse” para Portugal. Participou no Tour de France onde foi 18.º classificado na geral, nos Jogos Olímpicos de Londres terminando na 13.ª posição e no Campeonato do Mundo concluindo no 11.º posto.
Ainda em 2012 ganhou o Troféu de “Melhor Desportista Masculino” da Confederação do Desporto de Portugal, à frente de Cristiano Ronaldo. Um ano de sonho para o ciclista português que terminou em 10.º lugar no Ranking Mundial da UCI-World Tour. Com a ajuda preciosa dos pontos conseguidos no Ranking, Rui Costa ajudou a sua equipa, Movistar Team, a manter-se no escalão mais alto do ciclismo, World Tour, e, juntamente com os pontos de Tiago Machado, levou o nosso país ao 10.º lugar do Ranking das Nações.

                                             

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