Políticos portugueses da diáspora são rede importante para Portugal

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A Assembleia da República e o Concelho de Cascais foram o palco do II Encontro Mundial de Luso-eleitos, organizado em parceria pelo jornal «Mundo Português» e pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Portugal acolheu 23 portugueses que nas comunidades onde vivem ocupam os mais variados cargos públicos. Conselheiros, vereadores, senadores, são alguns destes luso-eleitos que residem França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Argentina e África do Sul. São profundos conhecedores da sociedade nos países onde vivem e por inerência bons conhecedores da realidade da comunidade portuguesa, o que lhes permite ter uma visão muito especial sobre os problemas que afetam os portugueses…

“É uma honra recebê-los aqui na Assembleia da República, a casa da democracia, para fazer com que Portugal perceba a vossa importância no relacionamento com o estrangeiro”. Com estas palavras, o deputado social-democrata Carlos Gonçalves deu as boas-vindas aos 23 portugueses e luso-descendentes titulares de cargos políticos nos países onde residem e que integraram o II Encontro Mundial de Luso-Eleitos, que decorrer a 24 e 25 de outubro, em Lisboa e em Cascais. Dirigindo-se aos presentes, o também vice-presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros, sublinhou a honra que tinha em receber os luso-eleitos na sala da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, da Assembleia da República (onde decorreram os trabalhos do primeiro dia do encontro), pois era ali que muitos assuntos sobre comunidades eram apresentados e discutidos, o que dava ao local um significado especial. Por outro lado enfatizou a importância dos presentes referindo serem eleitos com “competências próprias” não tendo sido escolhidos pelo facto de serem portugueses, mas porque naquele momento eram os mais bem preparados, disse ainda aquele deputado que enalteceu os organizadores da iniciativa, a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, o jornal Mundo Português e também a Câmara Municipal de Cascais.
De seguida, Carlos Morais, administrador do «Mundo Português», lembrou que o jornal sempre tratou os portugueses das comunidades como portugueses de excelência. Recordou o lançamento do jornal há 44 anos, pelo seu pai, Valentim Morais e pelo Padre Vítor Melícias, tendo sido escolhido o Hotel Ritz e fez o paralelismo com o acolhimento do encontro atual, tendo sido escolhida uma unidade hoteleira da Quinta da Marinha (Cascais) para o segundo dia dos trabalhos. E tudo isto porque Portugal e os portugueses são hoje um símbolo de excelência no mundo, e os luso-eleitos ali presentes eram “uma prova disso mesmo”.
O administrador do jornal Mundo Português afirmou ainda que “ser português é hoje em dia ser um cidadão livre no mundo”, e terminou afirmando a importância da língua portuguesa já que cada vez há mais estrangeiros e luso-descendentes a ler e a querer saber português e a desejar vir trabalhar para Portugal.
Por sua vez, o secretário de Estado das Comunidades destacou a importância de reuniu em Portugal eleitos de origem portuguesa que atuam em vários países defendendo que encontros como este “são fundamentais para podermos desenvolver cumplicidades, criar redes de contato e conhecer melhor algumas lideranças locais”. “A criação das redes é, estratégicamente, absolutamente vital para que as comunidades melhorem a sua organização. Portugal não pode ser considerado um país, estamos em todo o lado, somos milhões um pouco por todo o mundo”, lembrou José Cesário acrescentando que o panorama atual “é muito diferente do que tínhamos à uns anos atrás”, mas que tem ainda espaço para ser reforçado. “Há não apenas eleitos, há políticos em geral, pessoas com intervenção política, mas temos que estar conscientes de que precisamos ir ainda muitíssimo mais longe. E o vosso exemplo tem que ser seguido”, afirmou dirigindo-se aos 23 luso-eleitos, oriundos de França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Argentina e África do Sul.
Estiveram presentes na sessão de abertura os deputados Carlos Gonçalves, Carlos Páscoa, Ricardo Leite, Luis Ramos (PSD), João Ramos (PCP), Elza Pais e Paulo Pisco (PS). Do corpo diplomático acreditado em Portugal, marcaram presença a embaixadora da África do Sul, Keitumetse Matthews, os embaixadores de França, Jean François Blarel, e da Suíça, Rudolf Schaller, o conselheiro político da África do Sul, Hanna de Beer, o ministro conselheiro do Luxemburgo, Christophe Schoentgen e o Encarregado de Negócios do Canadá, Jean-Yves Dionne.

Luso-descendentes são “parceiros” de Portugal
Berta Cabral

O primeiro painel da tarde contou com a presença de Berta Cabral, Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, que começou por cumprimentar os participantes com um pedido especial: façam “chegar um abraço a todas as comunidades, espalhadas pelos quatro cantos do mundo”. Natural de Ponta Delgada, Berta Cabral afirmou conhecer bem as comunidades portuguesas da diáspora lembrando que “a saudade é, de facto, o sentimento dominante entre os que ficam e os que partem”.
Incidindo no tema «As comunidades no contexto do Conceito Estratégico de Defesa Nacional», a governante começou por destacar a importância de cada um nas comunidades onde estão inseridos. “O dinamismo e a participação cívica dos líderes destas comunidades são decisivos para a imagem que Portugal transmite de si próprio. A imagem que os outros povos têm de nós resulta, em primeira análise, daquilo que são as comunidades que lhes estão próximas, verdadeiras embaixadas coletivas de Portugal” referiu no seu discurso. A pergunta que pairava no ar era clara: “como é que este olhar sobre as comunidades está traduzido no Conceito Estratégico de Defesa Nacional?”. Berta Cabral explicou que este conceito é o documento que “define os aspetos fundamentais da estratégia global a adotar pelo Estado para a consecução dos objetivos da política de segurança e defesa nacional”, acrescentando que “logo nos «Fundamentos da estratégia de segurança e defesa», o Conceito Estratégico explicita como “interesse de Portugal”, a valorização das comunidades portuguesas”.
Berta Cabral lembrou que “Portugal está no centro da comunidade transatlântica assumindo uma centralidade natural nas relações entre a Europa Ocidental e a América do Norte, a América do Sul e a África Austral”, regiões com as quais Portugal pretende aprofundar o relacionamento e que, segundo a própria, traz vantagens e obrigações onde, mais uma vez, valorizou o papel das comunidades. “É olhar para elas como autênticos postos avançados de Portugal nesta vastíssima região do Globo. A nossa capacidade de afirmação como nação está intimamente ligada a comunidades portuguesas fortes, bem preparadas e interventivas”, acrescentou. A Secretária de Estado não terminou a sua intervenção sem destacar a importância da Língua Portuguesa evocando que “o Português não é exclusivo dos 10 milhões que vivem em Portugal”. “Espalhados por todos os continentes, existem pelo menos 240 milhões de pessoas que usam o Português para comunicar no dia-a-dia”, lembrou.  E deixou um pedido no final: “peço às nossas Comunidades a preocupação de promover o ensino da Língua Portuguesa e encará-lo como um bom investimento. Trata-se de uma competência que será uma mais-valia no quotidiano de todos os luso-descendentes”.
Refira-se que Tony Cabral, vereador na Câmara de New Bedford nos Estados Unidos, assim como alguns presentes no Encontro, aproveitaram a presença de Berta Cabral para inquirir a Secretária de Estado sobre a situação da base das Lajes, de onde os EUA pretendem retirar parte significativa do contingente militar atual. Berta Cabral explicou a todos qual o trabalho que o governo tem feito e como que as comunidades podem ajudar nesta questão.

A vossa ajuda é bem-vinda
Carlos Moedas

No primeiro dia dos trabalhos os luso-eleitos ouviram também o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro, falar sobre as «Perspectivas de Desenvolvimento para a Economia Portuguesa». Carlos Moedas começou por referir os 13 anos que viveu fora de Portugal (regressou em 2004), um percurso que o fazia identificar-se com a plateia de políticos de ascendência portuguesa que o ouvia. O governante falou no projeto por traz da criação de uma união europeia, baseado “na paz e na prosperidade dos povos”, defendendo que este “é muito mais do que economia, é um projeto profundamente justo”. E acrescentou que a União Europeia tem “três características que fazem dela um sítio único”.
“A Europa tem sido nos últimos 30 anos uma máquina de convergência. Em todas as economia que aderiram a este projeto europeu, o bem-estar dos seus cidadãos multiplicou-se até convergir com o bem-estar médio da Europa. E isso é algo único”, começou por dizer o secretário de Estado, apresentando como segundo ponto “o facto da Europa ser efetivamente, hoje em dia, uma plataforma de inovação”. “Quando olhamos para a Europa vemos uma população que será menos de um décimo da população mundial mas tem mais de 25 por cento do Produto Interno Bruto do mundo”, acrescentou. A terceira característica é a UE ser “uma plataforma social que de certa forma é a razão pela qual estamos aqui”. “Para mantermos uma Europa de proteção social temos que a ajustar, porque senão não vai a Europa da proteção social. Essa proteção social, é mais cara do que, por exemplo, nos Estados Unidos no seu todo. É nesses três pilares que temos que apostar no futuro daquele que é o nosso projeto diferenciador da Europa”, defendeu.
Passando para Portugal, Carlos Moedas lembrou que foi das economias que mais cresceu no mundo, nos 15 anos após a entrada na EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em português), em 1959. “Ou seja, Portugal não tem nada no seu ‘ADN’ que não diga que é um país que não pode crescer”, acredita o governante, defendendo que o reverso ocorreu “no período entre 2000 e 2012”, quando Portugal “cresceu menos do que os EUA durante a Grande Depressão e do que o Japão na ‘década perdida’”. “Há dois anos atrás, quando entramos (o atual Governo), tivemos capacidade de dizer que estamos num programa de ajustamento, mas o que temos que mudar na economia é a sua estrutura para que a nossas empresas possam reagir”, afirmou Carlos Moedas, referindo o programa de reformas estruturais que levou a alteração de lei, como a das Rendas e o Código do Trabalho e começou “a quebrar barreiras em várias áreas da nossa atividade económica”. “É esta parte que vai mudar a capacidade do país crescer. Porque os países não crescem por decreto, é através destas reformas, que conseguimos ou não que um país cresça”, defendeu.
A finalizar, disse que a grande mudança de Portugal “não depende apenas de conseguirmos mudar o país, depende da percepção que os outros têm de nós”, e pediu a ‘ajuda’ dos luso-eleitos nesse sentido. “O que vos queria pedir é que nos ajudassem na mudança dessa perceção, porque o país de hoje é muito diferente daquele que era e do que vocês pensam que é. A vossa ajuda é muito bem-vinda, conto convosco”, concluiu.
Isabel Wiseler-Lima, conselheira comunal na Cidade do Luxemburgo, Luxemburgo, perguntou a Carlos Moedas quando preveem que os jovens que terminam os estudos em Portugal possam sentir que têm futuro no país e não necessitem de emigrar. Carlos Moedas respondeu que a missão do Governo não será ‘decretar’ que os jovens não saiam do país. “A nossa função como Governo é criar oportunidades para que possam voltar”, defendeu o governante, lembrando que também ele foi emigrante.

Competitividade e coesão nacional
Manuel Castro Almeida

O próximo quadro comunitário de apoio, Portugal 2020 vai estar direcionado para a competitividade das empresas e para a coesão nacional, garantiu o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, no painel denominado «Os Fundos Estruturais e o desenvolvimento Regional», , que decorreu no segundo dia do Encontro, já em Cascais.
Manuel Castro Almeida, ex-presidente da Câmara de S. João da Madeira, começou por lembrar os tempos em que participou ativamente na defesa da importância do voto dos portugueses residentes no estrangeiro, nas eleições presidenciais, admitindo que desde esse tempo que reforçou o respeito que tem pelas comunidades portuguesas. Na sua intervenção, referiu que o novo programa comunitário vai ser direcionado para a competitividade das empresas e para a coesão nacional e lembrou a importância da coesão referindo que os novos fundos comunitários vão ser “distribuídos em 93%” pelo Norte, Centro, Alentejo e Açores, ficando Lisboa, Algarve e Madeira apenas com 7%”, para que “todos os portugueses tenham as mesmas oportunidades”.
O secretário de Estado fez ainda o balanço do QREN admitindo que “há muitas pessoas que fazem uma avaliação errada” do desenvolvimento do país. Lembrou que a nível de estruturas e equipamentos, por exemplo, Portugal cresceu muito chegando “ao nível do norte da Europa”. “Objetivamente o país criou condições de conforto que não havia” acrescentou.  “A diferença para o resto da Europa é o dinheiro no bolso” finalizou.
O secretário de Estado enumerou ainda alguns pontos do Programa de aplicação dos fundos comunitários, destacando a aposta na competitividade e internacionalização, inclusão e emprego, sustentabilidade e eficiência no uso de recursos e a aposta no capital humano. Ao terminar, referiu também o objetivo de fomentar a cooperação entre os municípios e as empresas, para que trabalhem na mesma direção com vista ao crescimento económico do país.

“Mensagem mobilizadora” dos luso-eleitos
José Cesário

Na sessão de trabalho que antecipou o encerramento dos trabalhos, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas falou sobre o tema «Relacionamento económico, social e cultural entre Portugal e o país de acolhimento» e revelou a sua preocupação em relação aos atuais fluxos migratórios portugueses. “Estão a sair de Portugal milhares de jovens, e estou a falar dos filhos”, alertou, defendendo que uma das diferenças fundamentais em relação à emigração nos anos 60 e 70 do século XX é o fato de haver famílias completas a deslocar-se, o que não acontecia antes. “Essas famílias levam crianças e adolescente e no caso desses a integração é mais difícil”, afirmou. O governante deu como exemplo o Luxemburgo onde só em 2012, houve 580 crianças portuguesas inscritas nas escolas daquele país, segundo informação que recebeu na ministra da Educação luxemburguesa.
O governante falou do contexto económico em que o país vive, defendendo que não acarreta só dificuldades, mas gera aspetos positivos, e deu como exemplo a gestão da Secretaria de Estado que coordena. “O grande aspeto positivo é que nos obrigou a repensar muitas coisas, muito dinheiro que era desperdiçado. Só no meu gabinete já ultrapassei os 50% de poupança em relação ao que tínhamos à dois anos”, referiu, revelando que quando assumiu a pasta das Comunidades tinha 1.080 milhão de euros para gastar. “Neste momento, gastamos 530 mil euros, incluindo as deslocações e continuamos a realizar as mesmas ações”, revelou.
José Cesário levantou ainda a questão da participação cívica e política na Diáspora, que considerou “um velho problema”, sublinhando porém que em relação às eleições nos países de acolhimento “tem-se avançado”, como o demonstra a eleição de políticos e ascendência portuguesa em vários países. Sobre essa questão, pediu a juda dos luso-eleitos, no sentido de incentivarem ao recenseamento, nos contatos que tiverem com as comunidades portuguesas locais. “Peço-vos que nos ajudem, porque é fundamental que consigamos ter mais gente a participar a nível local, mas também a participar cá, para que se perceba em Portugal que há vontade (na Diáspora) de contribuir para o desenvolvimento do país”, destacou. Finalizou pedindo que os luso-eleitos partissem para os países onde atuam, levando “uma mensagem mobilizadora”.
Bernardo Corrêa de Barros, adjunto do vice-presidente da Câmara de Cascais, também esteve presente neste Encontro, para fazer uma breve apresentação do concelho de Cascais, lembrando a sua importância ao longo dos anos na região e até no país. O orador lembrou que Cascais se apresenta hoje como um dos municípios com maiores potencialidades para que os empresários incrementem o seu negócio, dando como mais-valias a proximidade com a capital, as excelentes infraestruturas e as características naturais do território concelhio.
Frisou ainda a riqueza da biodiversidade da região, a beleza da paisagem, o rico património e a herança histórica de Cascais são alguns dos pontos que fazem de Cascais um local único, que está pronta a receber quem o quer visitar. Bernardo Corrêa de Barros enalteceu ainda a dinâmica do concelho com um vasto programa cultural, desportivo e turístico apresentando alguns dos eventos mais relevantes que se realizam no concelho.

Capacidade empreendedora
Carlos Morais

A fechar o encontro, Carlos Morais, administrador do jornal «Mundo Português» incentivou todos os presentes a envolverem-se com o seu país lembrando a sua importância para que Portugal seja reconhecido além-fronteiras. Durante a sua apresentação, além de ter lembrado a importância do jornal, fundado há quase 44 anos, na ligação de milhares de portugueses ao seu país, enumerou os vários eventos realizados anualmente com o objetivo de mostrar um Portugal moderno e empreendedor:  o SISAB PORTUGAL – Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas – que desde 1995 é a maior mostra mundial para a exportação, de empresas, marcas e produtos portugueses do agro-alimentar e que se realiza anualmente em Lisboa; o Encontro Mundial de Jovens que junta luso-descendentes de vários pontos do mundo que vêm descobrir a cultura, tradições, património, história e modernidade de Portugal; o EIT (Encontro Internacional de Turismo) que reúne em Portugal continental ou ilhas, agências e operadores turísticos de todo o mundo, que vêm ao encontro de locais do nosso país com grande potencial turístico; o Encontro Mundial de Empresários da Diáspora onde os participantes integram bolsas de contatos com empresários nacionais, visitas a empresas e empreendimentos, para além da oportunidade de se avistarem com autoridades locais e nacionais, entre outras iniciativas. Carlos Morais terminou a enaltecer a valiosa rede de cidadãos presentes que, pela sua capacidade de empreendedorismo e pelo trabalho realizado junto das comunidades em que estão inseridos, podem contribuir para uma mudança nos procedimentos e na economia em Portugal.

Assunção Esteves
Presidente da AR recebeu os luso-eleitos

Um dos pontos altos deste encontro de Luso-Eleitos foi a visita à Assembleia da República, a grande casa da democracia em Portugal. Para além da reunião de trabalho na sala onde habitualmente reúne a Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, destaque ainda para a visita que fizeram às instalações do Parlamento, com passagem obrigatória pela Sala do Senado e, como não poderia deixar de ser, à sala do Plenário, ocupando uma galeria que já estava destinada para o efeito e com os trabalhos da Assembleia da República a decorrer. Num momento em que o andamento dos trabalhos o permitiu, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dirigiu-se aos deputados, pedindo a todos um momento de atenção para com aqueles visitantes ilustres, que ali se encontravam vindos de paragens distantes. E pode dizer-se que foi um momento muito especial. Os deputados de todas as bancadas viraram-se para as galerias e romperam num enorme,  caloroso e longo aplauso. Foi um momento especial entre iguais: os deputados eleitos para o Parlamento português que cumprimentavam aqueles que um pouco por todo o mundo, muitas vezes sem apoios, não deixam de luta r pela portugalidade, mostrando ao mundo essa verdadeira arte de ser português. Mais tarde, Assunção Esteves fez questão de receber os ludo-eleitos numa audiência privada, onde se lhes dirigiu com tanto calor e entusiasmo que um dos presentes vindos da Alemanha, deixou escapar sentidamente que muito gostaria de ter “uma pessoas daquelas na Alemanha”.
Durante do encontro que manteve com os luso-eleitos, Assunção Esteves, enalteceu o trabalho político que desenvolvem no estrangeiro, levando o nome de Portugal “a latitudes e lugares muitas vezes inimagináveis, cumprindo de maneira extraordinária este desígnio de ser português que é o de tornar universal a própria universalidade”.
De seguida deixou-se fotografar individualmente com os luso-eleitos, comentando com cada um pormenores do seu trabalho político e da sua experiência nos países de acolhimento. No final, houve tempo ainda para oferta de umas lembranças em nome da Assembleia da República a tão ilustres visitantes, que saíram deste encontro encantados com o calor e a emoção, tanto dos deputados no plenário como com as atenções da Presidente da Assembleia da República.
A.G.P. / A.R.A. / J.M.D.

 

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