Desemprego «oficial» atinge mais de 920 mil pessoas

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje os dados sobre o desemprego «oficial» em Portugal no último trimestre de 2012. O número de desempregados registados subiu, tanto em relação ao trimestre anterior, quando ao registado nos últimos meses de 2011.

Segundo o INE, a taxa de desemprego subiu para os 16,9% no quarto trimestre de 2012, face aos 15,8% observados no trimestre anterior. No final de 2011, fixava-se nos 14%. Oficialmente, no final do ano passado, o número de desempregados em Portugal ultrapassava os 920 mil trabalhadores. Entre outubro e dezembro, o INE contabilizou 923,2 mil desempregados, o que representa um acréscimo trimestral de 6% (mais 52,3 mil pessoas).

 

Níveis históricos

 

Os números relativos ao quarto trimestre de 2012 atingem níveis históricos, num crescendo da taxa de desemprego em Portugal desde 2008 – ano em que se situava nos 7,3%, o equivalente a 409,9 mil desempregados.

A taxa de desemprego entre os homens fixou-se nos 16,8% e nas mulheres nos 17,1%, com ambas a aumentarem em relação ao trimestre homólogo (2,9 e 3,0 pontos percentuais respetivamente) e em relação ao trimestre anterior (0,8 e 1,7 pontos percentuais, respetivamente). A subir está também a taxa de desemprego entre os jovens, que chegou aos 40% no quarto trimestre do ano passado, afetando 165 mil pessoas entre os 15 e os 24 anos, segundo o INE.

A taxa de desemprego média anual de 2012 fixou-se nos 15,7%, duas décimas acima das previsões revistas pelo Governo que apontavam para os 15,5%.

 

Desemprego real mais elevado

 

Mas a taxa de desemprego total – que inclui os “inativos disponíveis” e “inativos à procura de emprego”, dispara para 21,1%, refere uma notícia publicada no semanário «Expresso». Os chamados “inativos disponíveis” que não procuram emprego e os “inativos que procuraram emprego” mas não estavam disponíveis para começar a trabalhar de imediato, representam um universo de 290 mil pessoas, avança o jornal.

Estes dois grupos representavam no quarto trimestre, respetivamente, 259,8 mil e 30,7 mil. Números que somados ao desemprego oficial elevam o total de pessoas sem emprego para 1,2 milhões e colocam a taxa de desemprego «real» em 21,1%.

O «Expresso» refere ainda um outro grupo de 260,9 mil pessoas que estão numa situação de subemprego – com trabalho a tempo parcial mas que pretendem trabalhar mais horas e não conseguem.

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