República Checa atrai estudantes e jovens trabalhadores portugueses

Data:

São já quase mil os portugueses a viver na República Checa. O país que está longe de integrar os destinos tradicionais da emigração portuguesa, atrai cada vez mais estudantes e jovens quadros, a quem não falta o café e a escola em português.

O número de portugueses inscritos no consulado ronda os 400, mas Miguel Calheiros Velozo, responsável pela secção consular da embaixada Portuguesa em Praga, estima a comunidade em cerca de 800 pessoas. “Os portugueses que aqui trabalham fazem-no sobretudo nas áreas técnicas, principalmente nos setores da informática e das telecomunicações, mas também na financeira, de recursos humanos e em centros de atendimento. Na grande maioria são pessoas qualificadas”, disse Calheiro Velozo à agência Lusa.
O representante português adiantou que ultimamente se tem registado “um aumento de pedidos de aconselhamento na procura de emprego na República Checa”, mas ressalva que embora seja “um destino crescente (…) os números serão sempre mais limitados quando comparados com outros” destinos tradicionais da emigração. O clima e a barreira linguística são os principais obstáculos à emigração para o país.
“Nos seis anos que aqui estou, a comunidade quase triplicou. Essa tendência de crescimento verifica-se. Além de uma superior formação – são todos licenciados pelo menos – a maior parte deles encontram-se a trabalhar em empresas multinacionais, muito nas áreas financeiras e administrativas”, disse, por seu lado, à agência Lusa Joaquim Ramos, leitor de português em Praga.
O responsável pelo centro de Língua Portuguesa do instituto Camões, que em parceria com a embaixada portuguesa lançou o projeto de criação de uma Escolinha Portuguesa em Praga, adianta, ainda assim, que grande parte dos portugueses na República Checa são estudantes de medicina, instalados nas cidades de Tilsen e Praga.
Joaquim Ramos apontou à Lusa a “grande mobilidade” e a predominância de casais mistos como outras caraterísticas desta comunidade. Fábio Oliveira é exemplo disso. Com uma namorada checa, este engenheiro civil instalou-se no país “por razões pessoais” há três anos, tendo posteriormente encontrado trabalho na empresa portuguesa Martifer Solar.
Com as obras em queda na República Checa e a empresa a deslocar-se para outros mercados, Fábio Oliveira decidiu abrir há seis meses o Café Oliveira, que já se tornou no ponto de encontro dos portugueses em Praga. “Há uma comunidade pequena que trabalha cá. Em Praga devem ser uns 80 ou 100 e a maioria vem cá”, disse à Lusa Fábio Oliveira, explicando que a maioria dos que optam por viver na República Checa o fazem depois de terem passado pelo país através do programa Erasmus ou porque têm cônjuges checos.
Depois há ainda os estudantes de medicina, que são cerca de 300, acrescentou. “Têm chegado mais portugueses para trabalhar na área financeira ou nas novas tecnologias. A comunidade trabalhadora está a crescer mais”, disse.
Fábio Oliveira, que administra, com outros portugueses, um grupo na rede social Facebook regista um número crescente de adesões. “Há sempre pessoas a aderir e a perguntar se há oportunidades de emprego, são pessoas que estão em Portugal e que estão dispostas a mudar-se para Praga”, disse.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.