Greve Geral: Milhares participam num protesto contra a austeridade com desfecho violento

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Milhares de trabalhadores portugueses participaram na greve geral convocada pela CGTP, desfilando nas ruas de várias cidades do país, em protestos esmagadoramente pacíficos, mas que terminaram em confrontos com a polícia junto ao Parlamento, em Lisboa.

Na capital portuguesa, os manifestantes dirigiram-se durante a tarde para junto da Assembleia da República, num desfile encabeçado por Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, lado a lado com outros elementos da entidade sindical e de algumas figuras do mundo político.

Em dia de greve geral, que registou uma forte adesão e foi “das maiores de sempre”, de acordo com a CGTP, foram vários os movimentos sociais que se juntaram ao desfile de protesto promovido pela CGTP, a par dos estivadores (trabalhadores dos portos).

O movimento “Que se lixe a ‘troika'” e a associação Precários Inflexíveis também aderiram à manifestação.

Depois de terminado o desfile promovido pela CGTP, os ânimos em frente à Assembleia da República começaram a resvalar para a violência, com alguns manifestantes a derrubarem as grades colocadas pelas forças de segurança e a lançarem pedras da calçada durante mais de uma hora contra o cordão de segurança policial que protegia o Parlamento.

A polícia iniciou cerca das 18:20 uma carga contra os manifestantes que se encontravam junto à Assembleia da República, utilizando bastões e cães para afastar as pessoas da escadaria.

Os elementos do corpo de intervenção da PSP, depois de terem avisado por megafone os manifestantes para dispersarem, desceram as escadas e avançaram com bastões para acabarem com os protestos violentos.

O largo em frente às escadarias do Parlamento foi controlado pela polícia, com os manifestantes a fugirem para as ruas mais próximas para tentar escapar à carga policial.

Depois, alguns manifestantes provocaram vários incêndios e danos materiais ainda não quantificáveis nas zonas circundantes à Assembleia da República, tendo sido feitas algumas detenções. Foram também ouvidos alguns disparos, feitos pelas forças de segurança, na Rua D. Carlos I.

Da parte dos vários sindicatos que hoje participaram na greve, o balanço da iniciativa é positivo, com algumas entidades patronais, como a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) a desvalorizarem o impacto da mesma.

O secretário-geral da CGTP já considerou que “esta paralisação teve grande adesão e atingiu todos os objetivos”, depois de ter defendido, na intervenção junto à Assembleia da República, que a greve geral de hoje “é uma das maiores de sempre”.

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