Presidente da APEMIP diz que aumento do IMI vai levar à falência de muitas famílias

Data:

O agravamento do IMI vai levar à falência das famílias, que vão tentar vender as casas “ao desbarato”, advertiu o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luis Lima.
Mostrando-se “extremamente preocupado” com o agravamento do imposto no próximo ano, caso se acabesse com a sua  aplicação progressiva, como tinha anunciado o ministro das Finanças, Luis Lima acredita que “a partir do momento que os portugueses começarem a perceber quanto vão ter de pagar de imposto, vão começar a querer vender as casas ao desbarato”.
Luis Lima acredita que muitos portugueses nem vão ter dinheiro para pagar o imposto: “Há pessoas que vão ter um agravamento de mil por cento. Estou convencido que o incumprimento vai ser muito grande”, disse, alertando para os efeitos no sistema financeiro (o crédito à habitação) e no mercado do arrendamento (os proprietários não vão querer continuar a investir em imobiliário por causa do IMI).
O presidente da APEMIP lembrou ainda que as isenções ao pagamento deste imposto “estão quase todas” a terminar e que os portugueses afetados pelo aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai ainda ser muito mais.
No caso de serem os fiadores a assegurar o pagamento dos créditos à habitação, em lugar do devedor que entrou em incumprimento, é a estes que cabe o pagamento do IMI. Recorde-se que a fiança é já a segunda causa de sobre-endividamento das famílias, segundo a DECO. Os proprietários de imóveis vão pagar no próximo ano mais mil milhões de euros com o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) anunciado pelo Governo, o que significa quase duplicar os 1.160 milhões de euros cobrados em 2011.
Os cálculos são da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e são publicados pela Lusa na véspera da apresentação do estudo sobre fiscalidade no imobiliário em Portugal. «Se passarmos para 2.100 milhões de euros, as famílias portuguesas não aguentam, isto é completamente insuportável, é uma desgraça», defendeu à Lusa. Em causa está o aumento do IMI, resultante da reavaliação do valor patrimonial dos imóveis e da eliminação da cláusula de salvaguarda. A cláusula de salvaguarda previa que o aumento do IMI não poderia ser superior a 75 euros no ano que vem. Sem ela, o aumento não tem limites, porém o governo veio a recuar a a cláusula de salvagurada vai manter-se
«Temos que nos lembrar que 74% dos portugueses são detentores de casa própria e mais de 50% dessas famílias já hoje têm dificuldades em assumir os seus compromissos», alertou. Este aumento do IMI vai «levar à falência das famílias».  Com o novo aumento, acrescentou, «Portugal passa a ser o país da Europa onde o património mais é taxado», alertando para a consequente destruição do mercado de arrendamento. 
Luís Lima alertou ainda para a falta de condições quer da Justiça quer «da máquina fiscal» para dar seguimento «à quantidade de processos», que irá resultar do incumprimento das famílias.  «O Governo deve ter noção até onde pode ir e não pode pensar que o imobiliário é a árvore das patacas, porque neste momento já não tem nada», declarou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.