França: POrtuguesa e luso-francesa Duas portuguesas concorrem às legislativas

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Uma portuguesa e uma luso-descendentes concorrem em Junho às eleições legislativas francesas por dois círculos eleitorais distintos – Saint-Étienne e Corbeil-Essonnes. Alexandra Custódio, de 50 anos, «avança» pela primeira vez, enquanto Cristela de Oliveira, 33 anos, repete a candidatura de 2007. Motivação e otimismo são as palavras de ordem das duas candidatas.

Alexandra Custódio e Cristela de Oliveira concorrem ambas às eleições legislativas nas listas da UMP, o partido do presidente Nicolas Sarkozy.
A luso-descendente avança pela circunscrição de Corbeil-Essonnes, nos arredores de Paris, e afirma estar “muito otimista”. Cristela de Oliveira nasceu em França, filha de pais portugueses emigrados no final dos anos de 1960. Obteve a nacionalidade francesa aos 16 anos, estudou Comunicação e Políticas Públicas e é vereadora na Câmara de Corbeil-Essonnes.
O parlamento francês parece-lhe aqgora muito mais próximo do que em 2007, ano em que foi pela primeira vez candidata. Diz que 2012 será o ano do ajuste de contas com o socialista e candidato às primárias para a eleição presidencial, Manuel Valls. “Em 2007 eu sabia que ia perder a eleição. Ninguém me conhecia e eu concorria contra um peso pesado, um político profissional, muito forte na comunicação”, afirmou à agência Lusa, lembrando que, contudo, mesmo nessas circunstâncias, conseguiu 40 por cento dos votos e a “vitória” de passar com Valls à segunda volta. Hoje, diz, o cenário é outro: “Estou muito otimista. Manuel Valls está muito longe do terreno”, acrescentou a candidata.
Chegar à Assembleia Nacional é “um sonho”, dará “significado ao esforço de toda uma geração de emigrantes portugueses em França” e é, ao mesmo tempo, uma finta ao destino. “Ser mulher e descendente de portugueses aqui não é fácil. Nada fazia adivinhar este percurso. Se for eleita, promete, Portugal vai sentar-se com ela na Assembleia Nacional e o emprego e a habitação vão ser as suas prioridades.

“Combate difícil”

Já para Alexandra Custódio, esta será a sua primeira candidatura às legislativas. A portuguesa – ex-autarca, que trabalhou na geminação de Saint-Étienne com Oeiras – concorre pela circunscrição da sua cidade (perto de Lyon), e disse à agência Lusa que, embora tenha pela frente “um combate muito difícil”, está “muito motivada” para “passar à ação”.
Alexandra Custódio chegou a França com seis anos, com os irmãos e com a mãe, trazida de táxi por um primo a quem o seu avô paterno pagou a viagem: “O meu pai veio embora de Portugal em busca de aventura. Tinha 25 anos, queria conhecer o sonho americano, que, naquela altura, e para os portugueses, era a França. O meu avô mandou-nos vir ter com ele”, contou.
A família passou um ano e meio em Perpignan, no sul do país, e mudou-se depois para Saint-Étienne, quase 500 quilómetros a norte, perto de Lyon. Alexandra cresceu a ver o trabalho do pai no movimento associativo da comunidade e chegou à política através da Associação Cultural Portuguesa de Saint-Étienne, que dirigiu. “Foi devido ao trabalho que desenvolvi enquanto dirigente associativa que em 2001 o presidente da Câmara, Michel Thiollière, cujo partido integrava as listas do que é agora a UMP, me convidou para concorrer. Ganhámos as eleições e fui conselheira municipal durante sete anos”, recordou.
Agora candidata às legislativas, diz que quando aceita um desafio “não é para cortar fitas, é para investir, é para trabalhar”. “Gosto das pessoas, gosto de estar perto, de participar. Fiz coisas de grande relevo na cidade ao nível na reabilitação urbana e do alojamento, por exemplo”, acrescentou. Quando a UMP perdeu as eleições autárquicas Alexandra Custódio não perdeu a vontade de continuar a fazer política: “Faz-se política a partir do momento em que se sente preocupação pela vida das pessoas, quando se quer intervir. Quando se perde eleições perde-se, mas a vontade de continuar a trabalhar mantém-se”, disse.
Em março de 2011 concorreu às eleições cantonais e perdeu contra a Frente Nacional, o partido de extrema-direita, dirigido por Marine Le Pen. Agora volta à carga. Quer “passar à ação” e “continuar a missão de dar peso e força à comunidade portuguesa”.

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