Mais de cem mil portugueses emigraram em 2012

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A história, que se repete à semelhança dos anos 60 e 70, só é notícia porque nos últimos cinco anos tem vindo a aumentar exponencialmente. Entre 100 mil a 120 mil portugueses emigraram em 2011. O número foi lançado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, que explica que não existem dados concretos sobre as saídas de Portugal, mas sabe-se que estão a aumentar…

“Esta é uma tendência dos últimos anos. A onda de emigração dura há quatro, cinco ou seis anos”, afirma o secretário de Estado, acrescentando que o movimento “está a aumentar para países como a Suíça, a França ou o Brasil”.
Por sua vez dados do departamento de estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça brasileiro publicados ontem indicam que entre Dezembro de 2010 e Junho de 2011 os pedidos de residência permanente por parte de portugueses aumentaram de 276.703 para 328.856. Por outro lado, têm sido emitidos muitos vistos para a realização de trabalhos temporários, estudos e pesquisas.
Não é fácil obter números efectivos sobre a emigração portuguesa, quer porque o registo consular não é obrigatório, quer porque a livre circulação de pessoas no espaço económico europeu veio tornar impossível conhecer em pormenor os movimentos migratórios. “Cada vez há mais trabalho temporário, as pessoas vão por determinado período de tempo e regressam”, justifica José Cesário, para ilustrar a dificuldade dos números. “Mas conhecemos os fluxos”, argumenta.
“Através do contacto com associações, com empresas, com bancos, conhecemos os movimentos. Sabemos que até há dois anos as pessoas que emigravam para o Brasil iam para o Nordeste e agora vão também para o Rio de Janeiro e para São Paulo. Sabemos que a emigração para a Suíça está a crescer, que para o Reino Unido está estabilizada e que para Espanha está a reduzir”. Aumenta também a emigração com destino a França e a Angola.  Os novos emigrantes não diferem das chamadas vagas convencionais apenas no que diz respeito ao destino.
A emigração é cada vez mais qualificada e começa em faixas etárias mais novas e estende-se até idades mais avançadas, entre os 40 e os 50 anos. “Quando vejo emigrar jovens com grande preparação académica e científica, claro que fico preocupado”, confessa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que considera que o país está a perder “massa cinzenta”, reduzindo internamente a capacidade das empresas de perceber movimentos de crescimento e de internacionalização. Já o conselheiro da Comunidade Portuguesa na Suíça- Manuel Beja considerou à TSF que o número de 100 a 120 mil emigrantes em 2011, é estranhamente baixo. 
“É impossível dar-se uma visão muito clara dos números das pessoas que estão a abandonar Portugal. São muitos e muitos milhares. Famílias inteiras que estão a abandonar Portugal, porque estão totalmente desesperadas com a situação”, sublinhou. Pode pois afirmar-se que esta é uma flutuação fruto da crise e do desemprego, tal como já aconteceu no passado. 

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