Embaixada em Andorra pode vir a fechar

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Mário Damas Nunes de repente lembrou-se de dizer que a embaixada em Andorra iria fechar até final do ano. A diplomacia portuguesa “engasgou-se” e disse NIM. A comunidade mobiliza-se e até o governo daquele país já entrou na dança…

Apesar de não ter sido confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a informação causou algum desconforto em Lisboa e está a mobilizar a comunidade portuguesa, que pretende manter em funcionamento pelo menos um posto consular.
“Foi-nos transmitido que entrarão em contacto com Portugal, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, para dizer o que pensam sobre a comunidade portuguesa em Andorra e que uma secção consular faz falta aqui”, disse à Agência Lusa, José Manuel Silva, conselheiro da Comunidade Portuguesa em Andorra.
José Manuel Silva, que falava após um encontro de cerca de uma hora com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Andorra, Gilbert Saboya, adiantou que o contacto será feito ainda esta semana e esclareceu que o Governo andorrano não tem qualquer informação oficial sobre o eventual encerramento da embaixada.
Entretanto o chefe do Governo de Andorra, Toni Martin, tinha garantido já no domingo que todos os esforços serão feitos para manter no principado uma representação diplomática portuguesa, lembrando que não deixar sequer um consulado “representaria um grande problema”.
As declarações de Toni Martin foram proferidas durante o aniversário de uma associação portuguesa em Andorra, onde o chefe do Governo se deslocou para manifestar o seu “total apoio” à comunidade portuguesa.
“No nosso país vive uma grande comunidade portuguesa, mais de 13 mil pessoas. Se fechasse o consulado seria um grande problema”, disse Toni Martin, citado pela imprensa de Andorra, destacando a importância “de manter a missão diplomática”. O chefe do Governo prometeu, através da via diplomática, fazer tudo o que for possível para manter o posto aberto, mas lembrou que a decisão se deve à “difícil situação” económica que Portugal atravessa e que é preciso “respeitar a soberania” das autoridades de Lisboa.
A celebração foi ainda aproveitada pelos promotores do movimento de protesto contra o encerramento da missão diplomática para lançar uma campanha de recolha de assinaturas e apelar à participação na concentração agendada em frente à embaixada.
Também no domingo passado, foi criado na rede social Facebook o grupo “Não ao fecho do consulado”, que conta atualmente com quase 850 aderentes. Em análise continua a possibilidade de enviar a Lisboa uma delegação para pedir a intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva.

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