5 de Outubro: Cavaco Silva apela a “mais trabalho, mais poupança e mais produção”

Data:

Apenas com mais trabalho, poupança e maior produção, Portugal poderá ultrapassar a crise que o atinge, defendeu ontem o Presidente da República.


Em declarações aos jornalistas nos jardins do Palácio de Belém, no âmbito das comemorações do 101.º aniversário da implantação da República, Aníbal Cavaco Silva afirmou que “devemos ser muito realistas nestes tempos que correm, que exigem mais trabalho, mais poupança, mais produção de qualidade”. “É esta a forma pela qual nós iremos vencer e entrar, espero bem, com um pé um pouco mais direito neste início do segundo século da República”, acrescentou o Chefe de Estado.

Questionado se estava a referir-se à Madeira quando no seu discurso relativo ao 5 de Outubro falou no combate ao “despesismo”, respondeu que segue a prática dos seus antecessores de, em tempo de eleições, não fazer “quaisquer comentários que pudessem ser entendidos como interferindo nesse processo eleitoral”.

Cavaco Silva também não quis comentar as declarações do director do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa, António Borges, que excluiu a necessidade de um segundo programa de assistência financeira a Portugal.

O Chefe de Estado passeou pelos jardins do Palácio de Belém na companhia da sua mulher, Maria Cavaco Silva, conversou e tirou fotografias com algumas pessoas e assistiu a uma parte do programa de concertos, no Pátio dos Bichos.

Antes, Cavaco Silva recebeu honras militares da GNR na Praça Afonso de Albuquerque, onde um homem chamado Óscar lhe quis mostrar um exemplar da primeira página do jornal «O Mundo» de 5 de Outubro de 1910. O Presidente da República leu as frases em destaque na primeira página como “Enfim, a República em Portugal” ou “A revolução triunfante” e sublinhou uma delas: “A salvação de Portugal”.

 

O fim da «ilusão»

 

Momentos antes, na sua intervenção nas comemorações oficiais da implantação da República, Cavaco Silva já tinha alertado para a importância de recuperar o crescimento económico, advertindo que se isso não acontecer Portugal poderá ter de recorrer novamente à ajuda externa.

“Se tal não ocorrer, os desequilíbrios financeiros terão uma correcção meramente temporária e estaremos de novo colocados na contingência de recorrer à ajuda externa, a qual, a acontecer, se irá processar em condições ainda mais gravosas para os portugueses. Temos de o evitar a todo o custo”, afirmou.

No seu discurso proferido na Praça do Município, em Lisboa, o Presidente da República lembrou que num mundo cada vez mais interdependente, “o mau desempenho das economias desenvolvidas irá reflectir-se inevitavelmente sobre as outras economias”.

Por isso, disse que “acabaram os tempos de ilusões”, e referiu-se aos sacrifícios exigidos aos portugueses como “provavelmente os maiores sacrifícios que esta geração conheceu”.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Share post:

Popular

Nóticias Relacionads
RELACIONADAS

Compal lança nova gama Vital Bom Dia!

Disponível em três sabores: Frutos Vermelhos Aveia e Canela, Frutos Tropicais Chia e Alfarroba e Frutos Amarelos Chia e Curcuma estão disponíveis nos formatos Tetra Pak 1L, Tetra Pak 0,33L e ainda no formato garrafa de vidro 0,20L.

Super Bock lança edição limitada que celebra as relações de amizade mais autênticas

São dez rótulos numa edição limitada da Super Bock no âmbito da campanha “Para amigos amigos, uma cerveja cerveja”

Exportações de vinhos para Angola crescem 20% desde o início do ano

As exportações de vinho para Angola cresceram 20% entre janeiro e abril deste ano, revelou o presidente da ViniPortugal, mostrando-se otimista quanto à recuperação neste mercado, face à melhoria da economia.

Área de arroz recua 5% e produção de batata, cereais, cereja e pêssego cai 10% a 15%

A área de arroz deverá diminuir 5% este ano face ao anterior, enquanto a área de batata e a produtividade dos cereais de outono-inverno, da cereja e do pêssego deverão recuar 10% a 15%, informou o INE.