Os portugueses licenciados devem olhar o Canadá como uma porta aberta – José Carlos Teixeira

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Declarações do professor da Universidade de British Columbia, no Canadá ao Emigrante/Mundo Português à margem da 16ª Conferência Internacional sobre Migrações que decorreu nos Açores. As conferências Metropolis envolvem mais de 40 países e incluem a participação universidades, instituições de investigação e organizações políticas.

“Há portas abertas no Canadá para a emigração portuguesa”. A afirmação é de José Carlos Teixeira, da Universidade de British Columbia. O professor referia-se ao Provincial Nominee Program, que ”pode admitir emigrantes com as mais variadas qualificações”.

Em declarações ao Emigrante/Mundo Português à margem dos trabalhos da 16ª Conferência Internacional sobre Migrações que decorreu entre 12 e 16 deste mês nos Açores, o académico português afirmou que “a emigração (portuguesa) é uma tragédia, mas sublinhou que “a necessidade a muito obriga”.

José Carlos Teixeira referia-se particularmente aos jovens licenciados portugueses e defendeu que devem encarar a emigração como uma resposta à falta de perspectivas em Portugal.

“Nunca Portugal teve gente tão qualificada como agora”, afirmou, acrescentando que apesar de procurarem maioritariamente países da Europa para emigrarem, podem “utilizar este programa” para optarem pelo Canadá.

O professor e investigador mostra-se “pessimista” perante a recessão económica vivida em Portugal e defende que “há que pensar nos jovens”. “Acho, com muita pena, que têm que ser ambiciosos e pensar neles”, sublinhou ao defender a ida desses licenciados para o Canadá por crer também que a crise irá prolongar-se a outros países da União Europeia.

José Carlos Teixeira defende que a emigração “é, até certo ponto, uma tragédia para Portugal” por ser negativo par a um país perder os seus jovens “em idade de produzir”, mas diz que está a pensar em primeiro lugar nesses mesmos jovens sem perspectivas.

“Hoje temos gente muito talentosa que deve tentar pelo menos ter uma experiência de trabalho lá fora. E pode ser que durante esse período Portugal cresça e eles possam regressar para ajudar o seu país. Mas a necessidade a muito obriga”, sublinhou.

Mas o professor, açoriano, natural de São Miguel, não defende apenas a ida de portugueses com maiores qualificações académicas, por achar que o Canadá “não pode limitar a emigração aos mais qualificados”.

José Carlos Teixeira lembra que actualmente a emigração para o Canadá limita-se praticamente à reunificação familiar e a processos de casamento, mas revela que o país precisa de mais mão-de-obra que não se restringe aos altamente qualificados.

“Essa é uma falsa questão, é preciso ir até às médias e pequenas cidades e às zonas rurais para verificar que precisam e trabalhadores menos qualificados e ainda de famílias inteiras, com filhos, porque há baixas taxas de fertilidade”.

Ana Grácio Pinto
apinto@mundoportugues.org

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