Cientistas portugueses estudam matéria negra

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Cinco investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), integram um grupo internacional de cientistas que está a levar a cabo a experiência XENON100, um poderoso detector de matéria negra – partículas invisíveis que acreditam constituir a maioria da massa do universo.

Um grupo de cinco investigadores da Universidade de Coimbra (UC) integra uma equipa mundial que «persegue» a descoberta da matéria negra, partículas invisíveis que acreditam constituir a maioria da massa do universo. Com este projecto, acreditam estar a “um passo” de apresentar os melhores resultados de sempre.
Isto porque a experiência XENON “acaba de alcançar a maior sensibilidade de sempre – pelo menos 3 a 4 vezes melhor do que qualquer outro instrumento disponível para a procura do esquivo componente do nosso universo conhecido como matéria negra”, como refere uma nota divulgada pela FCTUC.
A experiência XENON envolve 54 investigadores de 14 instituições distintas de nove países e os resultados agora tornados públicos resultam da análise de cem dias de medidas com o detector XENON100, a perscrutar a existência de WIMPs (do inglês Weakly Interactive Massive Particles), as principais candidatas à composição da misteriosa matéria negra. “O nível de sensibilidade sem precedentes atingido pela experiência XENON100 torna mais provável esta detecção a curto prazo”, explica o coordenador da equipa portuguesa.
José Matias revela que destaca a XENON100 de outras experiências que pretendem medir a matéria negra “é o facto de se ter conseguido reduzir o nível de radiação de fundo para um por cento daquele a que estão sujeitas as restantes experiências”. “Este é o factor determinante na identificação do sinal das WIMPs», acrescenta.
Os estudos cosmológicos indicam que a matéria já identificada é apenas 17 por cento da existente no Universo. A natureza e propriedades dos 83 por cento ainda desconhecidos – a chamada matéria negra – é o maior mistério da cosmologia por revelar, havendo mais de uma dezena de experiências a decorrer a nível mundial, cujo objectivo é a sua detecção.
A experiência XENON100 consiste num poderoso detector de matéria negra, com 62 kg de xénon líquido hiper-puro, colocado no laboratório subterrâneo de Gran Sasso, em Itália, sob 1300 metros de rocha, para reduzir drasticamente a interacção da radiação cósmica no detector, a qual de outra forma iria mascarar os raros sinais da matéria negra.
A continuação da realização de medidas ao longo de 2011 e o plano da colaboração para construir um detector muito maior nos próximos anos, “permitem antever uma década emocionante na procura de solução para o mistério mais fundamental da Natureza”, refere a nota.

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