Escultor autodidacta é atracção junto à Sé da Guarda

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Um escultor autodidacta da Guarda passa os dias a esculpir peças em granito, numa escadaria em frente da Sé Catedral, indiferente às condições climatéricas, com o objectivo de divulgar a arte junto de visitantes e residentes.

António Oliveira, 44 anos, natural e residente na aldeia de Cavadoude, Guarda, descobriu “a paixão” pela escultura do granito aos 21 anos, atividade que desenvolve a tempo inteiro e lhe garante o sustento económico.As pedras que recolhe nas serras das redondezas da Guarda são trabalhadas manualmente pelo artista (com a utilização de ponteiros de diamante e de uma maceta), na rua, à vista de todos. Após muitas horas de trabalho, das suas mãos saem esculturas com formas surrealistas ou com expressões faciais de homens e de mulheres.
O escultor referiu que optou por trabalhar ao vivo após constatar que, pelo largo da Sé Catedral, “passavam muitas pessoas, de toda a parte do mundo”.
“Quando as pessoas vêm visitar a Sé têm oportunidade de me ver esculpir ao vivo, de criar as minhas obras”, justificou, salientando que a sua arte torna-se acessível a todos e não está dependente de exposições. Com esta atitude, António Oliveira quer também “mostrar às pessoas que a arte é uma forma de sentir e de criar as coisas”, declarando que cada peça que produz é o resultado “da inspiração do momento”. “Todas elas são peças únicas, não se encontram em mais lado nenhum”, disse, indicando que à medida que vai trabalhando o granito, as obras ficam expostas e são vendidas no local.
Admite que esculpir pedras é um trabalho “duro” e a compensação financeira nem sempre é a mais favorável.

Uma mais valia para a cidade

“Por vezes passo dois os três dias a esculpir uma peça que vendo por quarenta euros”, exemplificou. O autodidacta, que já perdeu o conto às obras que esculpiu, orgulha-se de ter criações “espalhadas pelos quatro cantos do mundo”, adquiridas por turistas. António Oliveira não está “nada arrependido” da decisão que tomou, esperando “continuar a criar” naquele local, mesmo em dias de inverno, porque “a trabalhar não se tem frio”. “Muitas pessoas que por aqui passam dão valor ao que faço”, garante, com satisfação, enquanto se entrega à produção de mais uma obra de arte, a partir “de uma pedra que estava adormecida”. A maior escultura que executou – que “tem mais de dois metros de altura e pesa umas toneladas” – encontra-se na Associação Sócio Terapêutica de Almeida (ASTA).
O escultor, que gostava de ter “melhores condições” para desenvolver a actividade no local onde labora ao vivo, já granjeou a admiração de alguns habitantes da cidade, que apreciam o seu projeto criativo. António Lopes, refere que o escultor representa “uma mais valia” para a cidade, verificando que, por vezes, “param excursões inteiras só para o verem trabalhar”. Já Pedro Silva considera que “a Guarda só tem a ganhar com esta virtude de António Oliveira”.Entre 2001 e 2005, o escultor fez exposições em Coimbra, Viseu, Guarda, Meda, Celorico da Beira e Salamanca (Espanha).

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