Fado é tema de exposição em Paris

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Produzida pelo Museu do Fado, foi inaugurada a 29 de Março, na sede da UNESCO em Paris, França, a exposição «Fado». Com cartazes, fotografias, partituras, instrumentos musicais, trajes e acessórios de espectáculos, a exposição pode ser visitada até 15 de Abril.

A exposição é promovida pela Câmara Municipal de Lisboa através do Museu do Fado e ilustra a história deste género musical desde o seu nascimento em Lisboa do século XIX, até aos dias actuais. Uma iconografia rica, que inclui partituras, cartazes, periódicos e fotografias, ilustra os principais meios de consagração e mediatização do fado, desde o teatro de Revista, a gravação discográfica, a emissão radiofónica, o cinema, a televisão, até à internacionalização nos grandes palcos do mundo e a crescente afirmação do fado nos circuitos da «world music».
“Entre os objectos em exposição encontram-se o vestido utilizado por Amália Rodrigues no concerto no Olympia em 1967, os poemas originais dos repertórios de Alfredo Marceneiro e Frutuoso França, discos de 78 rpm de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha e Armandinho, a guitarra portuguesa de Jaime Santos, o prémio Goya recebido por Carlos do Carmo em 2008 e o troféu da BBC atribuído a Mariza em 2003”, destaca o Museu do Fado na nota de divulgação da exposição. Os textos que acompanham a mostra estão escritos em português, inglês e francês.
A exposição na UNESCO, patente até 15 de Abril, insere-se na campanha para a classificação do fado como património imaterial da humanidade.
Na cerimónia de apresentação, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, salientou que o fado resulta de “uma fusão de sonoridades de muitas proveniências” e integra na sua génese a “circulação internacional de canções do mundo” abrangida pela própria história de Portugal.
 “O fado resulta de uma tradição muito antiga e de uma história muito recente”, salientou o musicólogo português Rui Vieira Nery, referindo que apesar de as primeiras formas de fado conhecidas serem de cerca de 1830, “o fado herdou séculos de um percurso de tradições poéticas e musicais e de um destino histórico de Portugal”.
Na abertura da exposição temporária na UNESCO cantaram o fado Ricardo Ribeiro e Carminho, duas das vozes mais jovens de um género que conhece uma renovação “após o fim das discussões ideológicas sobre o papel que o fado teve ou não na propaganda do antigo regime”, conforme sublinhou Rui Vieira Nery.
A exposição «Fado» está patente no Grand Hall Ségur, do edifício da UNESCO, em Paris (7, place de Fontenoy).

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