Exposição «Olha por mim» convida a ver e sentir de uma forma diferente

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Inaugurada a 15 de Março pela Câmara Municipal de Lisboa, a mostra «Olha por mim» convida a «ver» as obras expostas de uma forma diferente. Concebida para ser uma exposição multissensorial e inclusiva, «Olha por Mim» apresenta soluções para públicos com cegueira, baixa visão e surdez através da inclusão de um percurso táctil e do recurso a um áudio-guia.

Inaugurada pelos serviços sociais da Câmara Municipal de Lisboa, a exposição multi-sensorial «Olha por Mim» é apresentada como sendo da autoria de Mirtilo Gomes, um dos heterónimos interventivos criados pela artista plástica Tânia Bailão Lopes.
A exposição pretende eliminar barreiras e permitir que a arte esteja acessível a diversos públicos.
“A exposição permitirá a acessibilidade a pessoas cegas, amblíopes e surdas, proporcionando-lhes experiências acústicas e tácteis, como formas, de ver e ouvir a arte e a cultura que se deseja para todos”, como destaca uma nota divulgada pelo Instituto Nacional de Reabilitação.
Concebida com cuidados de inclusão, a exposição foi organizada e montada de forma a preencher as necessidades das pessoas com alterações nas funções da visão e audição, eliminadas barreiras e desenvolvidas soluções como a disponibilização de áudio-descrição e de um percurso táctil.
A preocupação da artista plástica em tornar as pinturas perceptíveis a todo o público alargou-se até à elaboração dos convites também em linguagem Braille, sem esquecer a importância da cor e da imagem visual.
Além disso, impressões em papel térmico especial permitem a percepção ao toque de algumas telas e o livro de honra está disponível em suporte áudio. Tânia Bailão Lopes elaborou ainda um catálogo em dimensão A4 e A3, para facilitar a leitura a pessoas com dificuldade de visão.
Apresentada anteriormente em congressos na Europa, «Olha por Mim» está patente no edifício da autarquia lisboeta no bairro de Olaias (Avenida Afonso Costa, 41) até ao dia 15 de Abril.
Tânia Bailão Lopes, 27 anos, natural de Leiria, iniciou o seu trabalho na área das Artes Plásticas em 1999, através de várias técnicas e materiais. A pintura tornou-se uma ferramenta de comunicação, onde assume uma atitude interventiva. Obras da artista estão representadas no Museu São Gonçalo do Rio Abaixo e no Museu Santa Barbara, ambos no estado de Minas Gerais, Brasil, na Associação Cultural Valentim Ruiz Aznar, em Espanha, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira e na Biblioteca José Saramago (na cidade de Leiria), na Galeria Brilho e Centelha, em Paço de Arcos e no Instituto Politécnico de Leiria.
Ana Grácio Pinto
apinto@mundoportugues.org

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