Golegã: Concurso centenário na Feira do Cavalo

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A Feira da Golegã recebe todos os anos uma nova edição da Feira Nacional do Cavalo. Este ano, centenas de exemplares foram exibidos para gáudio do muito público que mais uma vez se deslocou àquela localidade para apreciar estes belos animais. Entretanto, responsáveis do sector pedem legislação que permita a auto-suficiência no apoio ao património equestre nacional.

São centenas os cavalos que em Novembro vão à Feira da Golegã para exibirem os seus dotes perante um júri, que ditará o seu valor tanto no apuramento da raça como no mercado.
“Este concurso nasceu com o rei D. Luíz, no século XIX, que o instituiu na Feira de S. Martinho”, evento que remonta ao século XVI na Golegã, disse à agência Lusa o presidente da autarquia e presidente da Feira Nacional do Cavalo, José Veiga Maltez.
O Concurso Oficial Nacional de Apresentação do Cavalo de Sela realiza-se por altura da Feira da Golegã, como vulgarmente é designada, que decorreu até ao último domingo nesta vila ribatejana.
Perante um júri, os cavalos, a partir dos três anos, mostram as suas características morfológicas (cabeça, pescoço, membros, garupa, dorso) e funcionais (maneira como andam, como se mexem), daí chamar-se também a esta prova de “modelo e andamento”.
Ao longo de todo um dia vão desfilaram, por idades, na zona central do Largo do Arneiro, sob o olhar dos milhares de visitantes que afluiram à Golegã, sobretudo dos criadores e dos que estão interessados em adquirir um cavalo.
“É aqui que se mostra o poldro que se criou, o investimento do criador no apuramento, na selecção criteriosa e no rigor científico que empresta à criação cavalar”, disse Veiga Maltez.
É também aqui que nacionais e estrangeiros procuram “o poldro que hão de adquirir para melhorar as suas coudelarias”, afirmou, sublinhando que um cavalo que sai deste concurso bem classificado aumenta a sua cotação no mercado.
Frisando a importância económica deste sector para o país, o autarca defende que o cavalo é um produto “tão importante para Portugal como a cortiça, o azeite ou o vinho, coisas que fazem parte de um mundo rural que dá cartas aos outros porque tem produtos francamente bons”. No seu entender, o Estado não pode deixar de incentivar e apoiar a criação cavalar, em particular do cavalo lusitano, que “orgulha e honra o país”.
Veiga Maltez lamentou, mais uma vez, que o Governo não avance com a legalização das apostas em corridas de cavalos, como meio de ser auto-suficiente no apoio ao seu património equestre. O autarca sublinhou o encaixe financeiro, nomeadamente em impostos, que a actividade gera, mas também o emprego que cria, citando os exemplos de França e Inglaterra.

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