Investigador portugues recebe galardão pela investigação da Doença de Parkinson

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O investigador português Tiago Fleming Outeiro, ganhou um «Rapid Response Innovation Award», atribuído pela Fundação americana Michael J. Fox. A distinção financia projectos inovadores que investiguem a origem ou o tratamento da doença de Parkinson.

Esta foi a segunda vez que Tiago Fleming Outeiro, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), recebeu o «Rapid Response Innovation Award». O projecto desenvolvido pela equipa liderada pelo investigador português denomina-se «Decifrar os efeitos moleculares da alfasinucleína no núcleo: ligação ao DNA e desregulação transcripcional», e visa “estudar a contribuição da desregulação da expressão genética no desenvolvimento da Doença de Parkinson”, revela num comunicado de imprensa divulgado pelo IMM.
A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que atinge actualmente mais de seis milhões de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se geralmente a partir dos 60 anos, mas em cinco a dez por cento dos casos, os sintomas aparecem aos 40 anos ou ainda mais cedo. Resulta da perda de neurónios em várias zonas do cérebro, incluindo a substância «nigra», cujas causas são ainda desconhecidas. Os sintomas mais evidentes são os tremores, a lentidão de movimentos, problemas de equilíbrio e rigidez dos membros.
Em termos moleculares sabe-se que, nos doentes com Parkinson, há uma acumulação excessiva de uma proteína chamada alfa-sinucleína, que não adquire a sua forma correcta e funcional dentro dos neurónios. O excesso desta proteína “mal-formada” nas células leva à constituição de agregados de alfa-sinucleína. Alguns investigadores acreditam que estes agregados sejam tóxicos e causem morte celular.
O projecto agora financiado pretende explorar as razões da toxicidade do excesso de alfa-sinucleína através de uma hipótese ainda não testada – papel desta proteína na eventual desregulação da expressão genética dos neurónios onde se acumula em excesso. Com esta abordagem, os investigadores esperam contribuir para uma melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na neurotoxicidade.
 “O papel da proteína alfa-sinucleína no núcleo não é totalmente compreendido. No entanto, pensamos que possa influenciar a expressão de outros genes, causando problemas para as células. Com este projecto, iremos trazer novas luzes para esta área do conhecimento, podendo depois traduzir-se em novas estratégias terapêuticas futuras”, afirma Tiago Outeiro, citado no comunicado.
A Fundação Michael J. Fox propõe-se apoiar o desenvolvimento da cura para a doença de Parkinson, através de uma agressiva agenda de financiamento à investigação. Fundada em 2000, a Fundação já aplicou mais de 205 milhões de dólares na investigação da doença de Parkinson.
Tiago Fleming Outeiro coordena no IMM uma equipa de 16 investigadores, que se dedica ao estudo das bases celulares e moleculares das doenças neurodegenerativas, como as doenças de Parkinson, Huntington e Alzheimer. Desde 2007 lidera a Unidade de Neurociência Celular e Molecular no IMM, sendo o seu trabalho financiado por fundações nacionais e internacionais.

A.G.P.

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