OE2001: Governo e PSD não se entendem e rompem negociações

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Governo e PSD encerraram hoje as negociações para a viabilização do Orçamento do Estado para 2011 em ruptura. Eduardo Catroga, que liderou a delegação do PSD nas negociações, justificou a ruptura com uma “posição inflexível” do executivo. Já o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, acusou PSD de negociar a “contra-gosto”  e unicamente preocupado em “obter bandeiras de propaganda”. Face ao fim das negociações,  o Presidente da República convocou para a próxima sexta-feira, 29 de Outubro, uma reunião do Conselho de Estado.

 

Eduardo Catroga considerou que faltou “vontade política” para um esforço maior de corte da despesa. “O que nós detectámos foi que não existia vontade política de fazer medidas adicionais que implicassem um maior esforço relativo do lado da despesa, face ao esforço relativo da área da receita”, declarou aos jornalistas, no Parlamento.

O antigo ministro das Finanças acrescentou que “o Governo quer sacrificar cada vez mais as famílias, os funcionários públicos e as empresas e não quer fazer o trabalho de casa que lhe compete”, depois de ter deixado “engordar desmesuradamente a despesa pública em 2010”.

De acordo com Eduardo Catroga, “era possível tecnicamente ir mais além no combate aos desperdícios, no sentido de exigir menor esforço às famílias e às empresas e criar condições para vir a exigir menor esforço no futuro”.

Segundo o antigo ministro das Finanças, na terça-feira estavam em cima da mesa das negociações medidas com que “representam apenas uma estimativa à volta de 450 milhões de euros, aí 0,25 por do Produto Interno Bruto (PIB)”.

Isso era “o mínimo do ponto de vista técnico para eu propor à direcção política do PSD”, considerou. A Comissão Política do PSD vai reunir-se hoje às 17 horas horas e haverá uma declaração da direcção social-democrata às 20 horas.

 

Governo acusa PSD de negociar a “contra-gosto”

 

Por sua vez, o ministro de Estado e das Finanças acusou o PSD de ter partido para as negociações sobre o Orçamento a contra-gosto, por pressão e unicamente preocupado em “obter bandeiras de propaganda”.

Tendo ao seu lado o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e os secretários de Estado Emanuel dos Santos e Sérgio Vasques, Teixeira dos Santos leu, em conferência de imprensa, uma declaração inicial com várias críticas ao comportamento negocial do PSD ao longo dos últimos dias. “O PSD aceitou uma negociação a contra-gosto, veio para as negociações não por vontade própria, mas porque não pôde ignorar a pressão enorme que sobre este partido se fez para que tivesse um gesto de diálogo”, acusou Teixeira dos Santos.

O ministro de Estado e das Finanças foi ainda mais longe ao afirmar que “o PSD esteve mais preocupado em obter bandeiras de propaganda e de popularidade e não propriamente para chegar a um compromisso que sirva os interesses do país”.

Para Teixeira dos Santos, desde o início “o PSD achou que estava a fazer um favor ao Governo” ao sentar-se à mesa das negociações “e não a servir os interesses do país”. Ainda na perspectiva de Teixeira dos Santos, este estilo de comportamento negocial “é próprio de quem acha que tem o direito de exigir e não de contribuir para uma solução equilibrada”.

Entretanto, ao fim da manhã, o Presidente da República, fez saber que convocou uma reunião do Conselho de Estado para sexta-feira, às 17 horas, para debater a situação política e o Orçamento do Estado para 2011.

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