Cientistas da Universidade do Porto identificam novo marcador do cancro gástrico

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Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto identificou um novo marcador específico na superfície das células cancerígenas gástricas. A descoberta, publicada na edição online da revista britânica «Laboratory Investigation», poderá permitir o desenvolvimento de novas tecnologias que levem ao diagnóstico de um subgrupo de cancros de estômago e a terapias específicas que minimizem os efeitos secundários dos tratamentos.
 “Uma boa estratégia de diagnóstico ou de terapia é aquela que permite distinguir, com grande acuidade, uma célula que queremos atingir, da outra que não queremos afectar”, explica Pedro Granja, investigador do Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto (INEB) e coordenador do projecto. A distinção clara dos diferentes tipos de células dentro do tecido tumoral através de marcadores é essencial para o tratamento eficaz do cancro. Esta capacidade de distinção das células é mesmo indispensável sempre que se recorre à nanotecnologia, uma das áreas científicas mais promissora na medicina, incluindo a terapêutica do cancro.
A CD44 está na superfície de todas as células embora sofra modificações de célula para célula, permitindo distinções subtis. “O que identificamos neste trabalho são as formas variantes que a CD44 apresenta nas células tumorais gástricas e que as distingue das células que as rodeiam, ou seja, as células gástricas normais de suporte”, afirma Raquel Seruca, investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).
Esta descoberta permitirá o desenvolvimento de novas tecnologias que levem ao diagnóstico de um subgrupo de cancros de estômago (ainda sem métodos de diagnóstico eficazes) ou mesmo a terapias específicas, com o objectivo último de não atingir as células normais e assim minimizar efeitos secundários das terapêuticas. Daqui para a frente a tecnologia já existente vai ser desenvolvida e testada de forma a poder ser aplicada.
A equipa que conta com investigadores do IPATIMUP, o maior centro português de investigação na área do cancro, e do INEB, cuja investigação está vocacionada para terapias regenerativas, estão já a trabalhar no segundo passo – o desenvolvimento das nanopartículas que utilizam a CD44 variante como ponto de ancoragem.

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