Cooperação económica entre Portugal e Venezuela honra amizade histórica

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O primeiro ministro, José Sócrates, sublinhou  o “grande desenvolvimento” da cooperação económica entre Portugal e Venezuela nos últimos dois anos, afirmando que “honra a amizade histórica” entre os dois países e os dois governos. Sócrates lembrou que em 2007 as relações económicas entre os dois países se limitavam à importação de petróleo por parte de Portugal e a uma “pequena exportação que não atingia os 20 milhões de euros”. Um quadro que, acrescentou, “mudou radicalmente” nos últimos dois anos, e este ano já atingiram os 100 milhões de euros…

“Este desenvolvimento da cooperação económica, registado nos últimos dois anos, honra a amizade histórica entre os dois países e os dois governos”, afirmou.José Sócrates falava em Viana do Castelo, numa cerimónia em que, na presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foram assinados vários acordos de cooperação económica entre os dois países. Um dos acordos diz respeito à construção, nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, de dois navios asfalteiros para a Venezuela, num negócio que ronda os 130 milhões de euros.
“São navios de última geração, de grande exigência tecnológica, num contrato da maior importância para os estaleiros e para a economia portuguesa”, referiu o primeiro ministro. Outro acordo tem a ver com a construção, pelo Grupo Lena, de 12.512 habitações sociais e três fábricas pré-fabricadas, um negócio calculado em 682 milhões de euros. De destacar ainda a assinatura de um memorando de entendimento para o fornecimento à Venezuela de mais 1,5 milhões de computadores “Magalhães” nos próximos três anos. Foi igualmente assinado um memorando de entendimento para a cooperação energética e para a constituição de uma empresa mista de transporte e liquidificação de gás natural, sendo a Galp o parceiro português. Para Sócrates, estes acordos significam “um grande desenvolvimento” da cooperação económica entre Portugal e a Venezuela.
O primeiro ministro dirigiu-se Hugo Chávez como “prezado amigo” e aproveitou para lhe agradecer por estar sempre “na linha da frente” na defesa dos interesses dos portugueses radicados na Venezuela. Agradeceu o empenhamento de Chávez quer no desbloqueamento da transferência das verbas angariadas pela comunidade portuguesa radicada na Venezuela para a reconstrução da Madeira, quer no processo que levou a que os portugueses que trabalharam naquele país sul americano e se reformaram pudessem finalmente começar a receber as suas pensões. “O nosso desejo é que se sinta em Portugal como se estivesse em casa”, rematou José Sócrates.
O primeiro ministro, José Sócrates, afirmou que a visita do presidente venezuelano aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo constitui “um contributo para a economia e emprego” e é “um grande dia para as relações entre os dois países”. Falando aos jornalistas naqueles estaleiros, José Sócrates recordou que a cooperação económica entre Portugal e a Venezuela é hoje “muito intensa” e “evoluiu muito nos últimos anos”, nos quais foram assinados, disse, vários contratos em vários sectores.
“Em 2007, as exportações portuguesas para a Venezuela eram de 17 milhões de euros, praticamente inexistentes. Em 2009 eram já de 122 milhões de euros. Este ano, de Janeiro a Agosto, já vendemos para a Venezuela cerca de 100 milhões de euros”, disse o primeiro ministro. José Sócrates recordou que a relação entre os dois países é sempre marcada por uma “particularidade: há cerca de 500 mil portugueses que trabalham e vivem na Venezuela.  E isto tem de estar sempre presente nas relações mútuas”.
O primeiro ministro manifestou-se esperançado de que  Hugo Chávez assine a compra não só dos dois asfalteiros previstos mas também do navio Atlântida, encomendado aos Estaleiros de Viana pelo Governo dos Açores mas nunca entregue por incumprimento contratual. José Sócrates recordou ter falado deste navio a Chávez quando estiveram juntos em Maio, tendo o presidente Venezuelano adiantado, na ocasião, que o seu país precisava de um ferry boat.

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