Língua portuguesa tem peso significativo no investimento estrangeiro

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A Língua Portuguesa tem um peso bastante significativo no investimento directo estrangeiro e nas migrações entre os países lusófonos, segundo um estudo realizado sobre o valor económico da língua, revelou um dos organizadores da investigação.
 “Temos um peso (da língua portuguesa) maior no investimento directo estrangeiro. Nós, empresas portuguesas, investimos muito mais em países de expressão portuguesa, como Brasil, Angola e Cabo Verde”, disse à Agência Lusa José Paulo Esperança, um dos coordenadores do estudo.
Segundo o investigador do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE), o peso da língua “é importante nas migrações, o que significa que quando as pessoas pensam em morar, trabalhar, viver em outra região, preocupam-se muito com a afinidade linguística e cultural.”
O estudo sobre o valor económico da língua foi encomendado ao ISCTE pelo Instituto Camões em 2007, sendo que a primeira parte do estudo foi finalizada em 2008. Na primeira fase, referiu o investigador, foi determinado que “a Língua Portuguesa representa 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal”.
 “Um dos aspectos muito interessante em termos das conclusões do estudo foi a importância que as pessoas dão à língua, como instrumento de comunicação afectivo e familiar mas, sobretudo, como instrumento de trabalho, que pensam em vir a utilizar no futuro”, indicou, acrescentando que as pessoas percebem que o português é uma língua em expansão internacional.
O professor disse que “a segunda fase do trabalho (finalizado em 2009) foi sobre o impacto da língua nas relações com o exterior, em termos de comércio externo, investimento directo estrangeiro, turismo e fluxos migratórios”.
Segundo o professor, “o peso dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é de 4 por cento no PIB mundial.”  “Fizemos uma análise apenas relacionando as contas públicas dos países, o PIB dos diversos países com o volume de trocas, os investimentos”, revelou o investigador à Lusa.
 “Portugal, por exemplo, tem muito poucas trocas comerciais com o Brasil, mas a troca de investimento directo estrangeiro é importante, ou seja, há muito investimento brasileiro em Portugal e muito investimento português no Brasil”, acrescentou. Segundo o professor, “há muitas migrações entre Portugal e Brasil, mas em termos de turismo, este factor não é muito significativo”, revelando que a língua não é muito representativa neste sector.
O trabalho de investigação continuará numa terceira fase, a partir da óptica dos países da CPLP e também se espera uma contribuição de Espanha na investigação.

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