Banda timorense tocou pela primeira vez em Portugal

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Os Galaxy, banda composta por cinco músicos timorenses, estiveram pela primeira vez em Portugal e actuaram no Festival de Músicas do Mundo que se realizou em Sines.

Cinco músicos timorenses que viveram a independência do seu país estrearam-se em palcos europeus no Festival Músicas do Mundo, em Sines, onde cantaram o que lhes vai na alma, em ritmos reggae, funk e metal.
Melchior Dias Fernandes, Etson Arintes da Costa Caminha, Leonardo Marcal da Conceição, Olderico António Viegas Barreto e Ercio Nascimento Amaro de Carvalho, que cresceram durante a ocupação indonésia da antiga colónia portuguesa, formam os Galaxy, uma banda com sonoridades modernas nascida no período pós-independência de Timor-Leste.
Os cinco elementos do grupo viveram de perto na adolescência as dificuldades após o referendo de 1999, em que a maior parte da população votou pela independência, tendo sentido na pele todas as adversidades da transição. A música é o meio usado pelos Galaxy para fazer divulgar as suas mensagens, relacionadas com a sua vivência, que abordam questões como a tradição, a Sida, o género, o neo-colonialismo e o roubo dos recursos petrolíferos.
“As músicas são sobre a nossa vida, sobre o que vimos, o que gostamos e o que não gostamos, o que concordamos, o que é preciso melhorar e corrigir”, disse Melchior Dias Fernandes, ou Meli, vocalista da banda, que acabou por ser também o porta-voz durante uma entrevista que a banda deu à Agência Lusa.
Os Galaxy cantam em tétum (língua timorense), indonésio e fataluku (dialecto falado em Lospalos, a cidade de onde são oriundos), algo que Meli não acredita que traga dificuldades em Portugal, por considerar que a música é uma linguagem “universal”, deixando a promessa de “muita energia” em palco.
“Não temos canções em inglês ou em português, mas penso que a música não depende da língua para as pessoas perceberem e sentirem”, disse o músico, que não fala português, para além de meia dúzia de palavras, à semelhança dos restantes membros da banda, apesar de ser uma das línguas oficiais do país.
Com dois álbuns já publicados – Laran Beik (“Ressaca”), em 2005, e Perecua (“Perdão”), em 2008 – os Galaxy são consideram-se mais do que uma banda de música e dizem reflectir e ser parte integrante do crescimento do movimento artístico de Timor-Leste. 
Para além da realidade do dia-a-dia que procuram transmitir através da música, os Galaxy vivem e ensinam música e artes visuais na Arte Moris, a única escola de arte do país, criada em 2002 como um abrigo para as crianças e jovens de rua no pós-conflito de Timor-Leste.
A deslocação dos Galaxy a Portugal, o terceiro país onde levam a sua música depois da Austrália e da Indonésia, era um desejo antigo que não tinha acontecido por falta de apoios, só agora reunidos e com a colaboração da presidência da República timorense.

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