Joana Vasconcelos «enfrenta» público de Londres com mostra individual

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A artista plástica Joana Vasconcelos está desde 21 de Julho a «enfrentar» sozinha, o público de Londres, cidade onde expõe pela primeira vez um conjunto de peças que cobre os últimos dez anos da sua carreira. Até 25 de Setembro, a exposição ocupa os dois  mil metros quadrados da galeria Haunch of Venison com 34 peças, algumas das quais feitas especificamente para a ocasião.
Joana Vasconcelos está consciente de que este momento “é muito importante” para a sua carreira devido à “concorrência” e “quantidade de exposições” na capital britânica. “É um público extremamente exigente e é um meio com um grande ritmo de exposições e artistas”, admite, em declarações à agência Lusa. Para a exposição escolheu obras de vários tipos e períodos, entre as quais um conjunto de animais em cerâmica desenhados por Rafael Bordalo Pinheiro e que cobriu com croché preto.  As peças mais antigas em exposição são «Pantelmina #2», de 2001, um cilindro colorido em tricô de 10 metros de comprimento preso a uma parede por cintas, e «Barco da Marquinhas», de 2002, um barco revestido a azulejos. Uma das novidades é «Mary Poppins», que se assemelha a um polvo de seis metros de largura e altura e oito de comprimento, feito de tricô e crochê em lã e que está pendurada no grande átrio do edifício.  Outra obra em destaque é «Sugar Baby», que reproduz um “cupcake” [um bolo popular no Reino Unido parecido com o queque] de 2,1 metros de largura e 2,23 metros de largura e altura, que a artista construiu a partir de formas de plástico.
Estas peças, ambas de 2010, são exemplos da tentativa da artista de 38 anos juntar referências da cultura local onde expõe com elementos portugueses, nomeadamente as formas para as construções de areia. “A forma da praia é uma coisa que nós portugueses temos imenso porque obviamente a praia faz parte da nossa cultura”, justificou. Já o tamanho exagerado do “bolinho do chá” pretende evidenciar a ideia de que as pessoas “comem com os olhos”. “Muitas vezes escolhem-se as coisas pela sua visualidade, pelo seu ‘look’, e não pelo gosto”, enfatiza Vasconcelos.
Nos trabalhos que apresenta, a artista usou desde têxteis que mandou fazer em Nisa ou comprou na rua da Conceição, em Lisboa, a materiais comprados na Liberty, a histórica loja de tecidos em Londres onde encontrou padrões tradicionais. O resultado é um “encontro estético, de matérias, de texturas, de cor” entre Portugal e o Reino Unido, que, afirmou, “criam esta dimensão multicultural que eu espero que as peças tenham”. Joana Vasconcelos nasceu em Paris, em 1971, mas reside e trabalha em Lisboa.

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