Tecnologia portuguesa vai permitir mais luz com menor consumo de energia

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Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (ISR-FCTUC) está a desenvolver uma nova tecnologia que deverá permitir a redução dos consumos de energia pública em cerca de 75 por cento, com uma melhoria da qualidade da iluminação. A tecnologia inovadora representará ainda um potencial de poupança “de cerca de 100 milhões de euros por ano”, revela Aníbal Traça de Almeida, coordenador do projecto.

Criada com tecnologia LED (Light Emitting Diode), a luminária está a ser desenvolvida pela empresa Arquiled em parceira com a EDP – Direcção de Tecnologia e Inovação e o Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O projecto da equipa de investigadores da FCTUC, deverá permitir reduzir os consumos em mais de 50 por cento “com uma melhoria substancial da qualidade da iluminação”, refere uma nota divulgada à imprensa. Uma instalação piloto, com a nova tecnologia está a funcionar no Edifício Central da FCTUC e no Porto devendo ser criado outro projecto-piloto na InovCity, em Évora.
Entretanto, os investigadores centram-se agora no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o controlo inteligente destas novas luminárias, “o que vai permitir atingir uma redução em 75 por cento dos consumos de iluminação pública, representando um potencial de poupança de cerca de 100 milhões de euros por ano”, acrescenta a nota. 

Segurança nas ruas

Outra vantagem da nova luminária será o aumento da segurança nas ruas, já que vai ter uma melhor da qualidade da iluminação. Aníbal Traça de Almeida, professor da FCTUC e coordenador do projecto explica que a nova tecnologia vai de encontro às “novas directivas europeias para a iluminação pública que são mais exigentes em termos luminotécnicos (iluminação vertical) em zonas consideradas de elevado risco, onde será necessário garantir um melhor reconhecimento das formas, nomeadamente reconhecimento facial”.
Aníbal Traça de Almeida sublinha que actualmente é “necessário adoptar novas soluções tecnológicas, redesenhar processos e adaptar infra-estruturas em todos os sectores”. No caso da iluminação pública “será necessário adoptar novas tecnologias emergentes para fontes de luz, adaptar as infra-estruturas existentes às novas directivas da União Europeia para a eficiência energética e adaptar os processos de gestão, operação e manutenção às novas tecnologias”.

A.G.P.

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