Defensor Moura avança para a corrida a Belém

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Defendendo a regionalização, a luta contra o clientelismo e os mandatos únicos para a Presidência da República, o deputado socialista Defensor Moura avançou em Viana do Castelo a sua candidatura ao mais alto cargo da nação. O quarto candidato a Belém representa a terceira candidatura de esquerda, a par de Manuel Alegre, que tem o apoio do Partido Socialista, e de Fernando Nobre. Para Defensor Moura, a sua candidatura é “mais abrangente” do que a destes seus adversários, pelo que poderá forçar a uma segunda volta.

O deputado do Partido Socialista Defensor Moura apresentou a sua candidatura à Presidência da República, indicando a regionalização e a luta contra o clientelismo como as principais bandeiras da sua corrida a Belém.
“A primeira aposta será a regionalização, porque entendo que é fundamental para potenciar as regiões, dando-lhes autonomia administrativa para poderem progredir, aproveitando os meios disponíveis”, afirmou Defensor Moura.
No dia em que apresentou publicamente a sua candidatura à Presidência da República, Defensor Moura disse ainda que também irá lutar “contra o clientelismo, que está a fazer uma ocupação ilegítima do aparelho do Estado e do sector empresarial do Estado e que desvirtua completamente a valorização do mérito e da transparência na gestão do património comum”.
Numa altura de crise internacional e de problemas sociais graves, como o desemprego, a candidatura de Defensor de Moura pretende igualmente “valorizar o trabalho, e dar um sinal muito positivo do valor social do trabalho”.

Forçar segunda volta

Defensor Moura considera que a sua candidatura “é bastante mais abrangente” que a dos outros candidatos da Esquerda, Manuel Alegre e Fernando Nobre, pelo que poderá contribuir para que o candidato da Direita não ganhe na primeira volta. “O objectivo é aumentar a votação em candidatos da Esquerda, que possa diminuir a votação na Direita e obrigar a uma segunda volta”, referiu.
Para Moura, é necessário “evitar a constituição de um bloco de direita na Presidência da República e no Governo”, para impedir o “desvirtuamento de todas as conquistas da democracia, nomeadamente a Segurança Social, o Serviço Nacional de Saúde, a escola oficial e os direitos do trabalho”.

Uma candidatura “Contra a resignação”

O lema da candidatura presidencial do antigo autarca de Viana do Castelo é “Contra a resignação”.
O deputado socialista classificou o apoio do seu Partido a Manuel Alegre como “uma inevitabilidade”, mas sublinhou que essa é uma candidatura “perdedora”, por ter sido “extremada” pelo apoio do Bloco de Esquerda. “Eu não me resigno com inevitabilidades”, afirmou, sublinhando que a sua candidatura é “mais abrangente” e pode conquistar “o eleitorado do centro que habitualmente vota no Partido Socialista”.
Na conferência de imprensa de apresentação da sua candidatura, o deputado defendeu a ideia do mandato único, com duração entre cinco e sete anos, para a Presidência da República. “Reprovo com veemência a flexibilidade táctica do final dos primeiros mandatos, que privilegia a garantia da reeleição do titular em desfavor do exercício cabal das competências presidenciais, numa postura especialmente maléfica em períodos de crise como o que vive-mos”, afirmou. “Por isso, defendo o mandato único para a Presidência da República”, acrescentou, sublinhando que o Chefe de Estado não pode ser “um comentador político, a mandar recados ao Governo”.
Para o candidato, “a discussão das questões nacionais e as acusações mais ou menos veladas na praça pública, em vez do recatado diálogo entre órgãos de soberania, não dignifica o Estado nem os seus mais altos representantes”, criticou.
A apresentação da candidatura de Defensor Moura decorreu na delegação de Viana do Castelo, cujo auditório encheu, com mais de 100 pessoas.
O antigo autarca de Via-na do Castelo disse não sentir “a menor necessidade” de afirmar o seu “amor a Portugal” nem de “publicamente fazer juramento” do seu patriotismo. “Nunca me senti senão português, nem por acção ou omissão o meu comportamento na vida civil ou militar alguma vez despertou em alguém tal suspeição”, referiu.

Sem cartazes de campanha

Em relação à campanha, Moura garantiu que não vai instalar quaisquer cartazes fixos, não só por causa da economia de meios “que a crise económica impõe”, mas também com o “pedagógico objectivo” de defender a paisagem urbana e evitar o lixo que se acumula no período pós-eleitoral.
“Desafio as outras candidaturas a seguirem este meu propósito de despoluição visual das cidades portugueses”, finalizou o quarto candidato a Belém.

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